Agronegócios

Capacitação visa à preservação de enxames de abelhas sem ferrão em Mato Grosso

Entre os dias 27 e 29 a Embrapa e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) promovem um módulo especial da Capacitação Continuada da Apicultura com foco em Meliponicultura.

Capacitação Continuada Da Apicultura | 27 de Outubro de 2015 as 01h 27min
MT Agora - Assessoria

Entre os dias 27 e 29 a Embrapa e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) promovem um módulo especial da Capacitação Continuada da Apicultura com foco em Meliponicultura. O curso, realizado na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), busca transferir conhecimento sobre as abelhas sem ferrão, as chamadas meliponas, visando à preservação de enxames.

As meliponas são um gênero de abelhas nativas das Américas do Sul e Central que têm como principal característica a prestação de serviço ambiental na polinização de plantas. Algumas espécies também produzem mel, entretanto, em quantidade muito menor do que as abelhas do gênero Apis.

"O Brasil tem uma riqueza imensa de espécies de abelhas sem ferrão que fazem um serviço gratuito de polinização. No Hemisfério Norte elas não existem e os agricultores precisam alugar enxames para fazerem esse trabalho", explica o coordenador da Capacitação e agrônomo do Indea, Jefferson Banderó.

De acordo com Banderó, com a redução das áreas de vegetação nativa, o número de enxames na natureza vem reduzindo em grande quantidade. Dessa forma, a capacitação visa difundir o serviço ambiental feito por esses insetos e fomentar a preservação dos enxames.

"Essas abelhas fazem a polinização de plantas frutíferas e hortaliças. Como fazem isso gratuitamente, o agricultor não dá a devida importância. Mas com a redução dos locais para elas nidificarem, os enxames podem desaparecer. Aí o agricultor sentirá a falta delas", explica Banderó.

Culturas como a castanha-do-brasil, melancia, melão, acerola, cupuaçu, morango e maçã são exemplos que necessitam da ação dessas abelhas para polinização.

Por isso, essa capacitação tem como público meliponicultores, técnicos que trabalham com apicultura, produtores rurais, estudantes e pessoas que tenham interesse nas abelhas sem ferrão.

"Com a meliponicultura, agricultores podem aumentar a produção com uma polinização mais eficiente e ainda podem ter uma fonte de renda com a produção de mel, mesmo que seja pequena", afirma Jefferson Banderó.

Programação

Nesta capacitação, os participantes aprenderão a identificar as principais espécies de meliponas existentes na região norte de Mato Grosso, como Mandaguari amarela, Jataí, Mandaçaia, Uruçu boca-de-renda, Moça-Branca, Benjoi e Tiúba. Além disso, conhecerão as características biológicas e os hábitos de cada espécie.

O curso também abordará as possibilidades de criação em áreas rurais ou urbanas, a legislação envolvida nesta atividade, os tipos de caixas para abrigar os enxames e os tipos de meliponário.

No último dia da capacitação, a programação contará com atividades práticas realizadas no Sítio Tecnológico da Embrapa Agrossilvipastoril, onde está sendo montado um meliponário. Entre os conteúdos praticados estarão a confecção de uma isca artificial para atrair os enxames, a transferência de um enxame para a caixa racional e as características necessárias para a criação de um meliponário.

O conteúdo da capacitação será ministrado pelo agrônomo Chico Steffanello, por Luiz Nogueira Fernandes, da Secretaria de Agricultura de Sinop e por Jefferson Banderó.

Este módulo especial sobre meliponicultura é feito em paralelo ao processo de Capacitação Continuada da Cadeia Produtiva da Apicultura que vem sendo conduzido há três anos pela parceria entre Embrapa e Indea.

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