Agronegócios

Consumo de carne bovina caiu 11,4% no primeiro semestre em Mato Grosso

Demanda acompanhou queda na produção, o que não impediu a alta de preços do produto no período.

Queda No Consumo De Carne Bovina | 21 de Outubro de 2015 as 01h 02min
MT Agora - Portal Do Agronegócio

O consumo da carne bovina produzida em Mato Grosso caiu 11,4% na comparação do primeiro semestre deste ano com os primeiros seis meses de 2014. A informação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O movimento acompanhou a queda de produção no mesmo período, que foi de 11%.

O cálculo foi feito considerando dados de exportação, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), e de produção, contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Influenciado pelo resultado dessa conta, o preço da carne bovina no varejo mato-grossense subiu 20% nos primeiros seis meses deste ano.

“A baixa oferta de carne fez com que os preços aumentassem para o mercado consumidor, oferta esta que deve seguir restrita, tendo em vista os baixos volumes de abate registrados recentemente. Este cenário pode, por sua vez, impedir quedas de preço no curto/médio prazo”, diz o Imea, em seu boletim semanal sobre bovinocultura.

A cotação não parou de subir na segunda metade do ano. Conforme o Imea, no terceiro trimestre, entre julho e setembro, a carne bovina aumentou em média 16,4% para o consumidor. Foi um dos três produtos que mais encareceram, junto com batata e feijão. A carne tem uma representatividade de 38% em uma cesta básica que, no geral, subiu 12,4% no período e chegou a R$ 350,01 em Mato Grosso.

“Devido à atual instabilidade econômica pela qual passa o país, junto com uma crescente taxa de inflação e diminuição do poder de compra dos consumidores, as pessoas podem baixar seu consumo, além de aumentar a demanda por cortes mais baratos ou outras fontes de proteína”, avaliam os técnicos do Imea.

Na fazenda e na bolsa

Diante do atual cenário, a arroba do boi gordo mantém a firmeza de preços no mercado mato-grossense. Só na semana passada, a alta foi de 0,29%, com média de R$ 127,29 por arroba. O valor é 13,8% maior que o do mesmo período no ano passado.

Situação semelhante é vista em outras praças importantes, como São Paulo. Em outubro, o indicador Esalq/BM&FBovespa, que serve de referência para os contratos futuros na bolsa brasileira e tem o estado como base, acumula alta de 1,83%. Na quarta-feira (14/10) chegou a 147,30 por arroba. O valor está pouco abaixo do que vem sendo negociado na própria bolsa, com o contrato de outubro na casa dos R$ 148 por arroba.

“Apesar da demanda interna moderada, a baixa oferta de animais para abate segue sustentando os valores da arroba e da carne em patamares superiores aos de um ano atrás. Desde o início deste mês, a carcaça casada bovina comercializada no atacado da Grande São Paulo se valorizou 0,73%, a R$ 9,71 o quilo”, diz o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em nota divulgada nesta quinta-feira (15/10).

A considerar o que mostra a tela do mercado futuro, a tendência é o cenário de preços se manter pelo menos até fevereiro de 2016. O contrato para novembro é negociado a R$ 151 por arroba, valor que sobe para R$ 152 no vencimento de dezembro. Para janeiro e fevereiro do ano que vem, a arroba volta a ser negociada na BM&FBovespa a R$ 151.

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