Agronegócios

Mato Grosso já vendeu 47,9% da soja prevista para safra 15/16; plantio chega a 14,29%

Os picos de dólar alto foram um dos impulsionadores.

Vendas De Soja | 19 de Outubro de 2015 as 22h 22min
MT Agora - Olhar Direto

Mato Grosso comercializou cerca de 14 milhões de toneladas do volume total de soja projetado para a safra 2015/2016. Desde junho, quando as vendas iniciaram, 47,90% das 29,067 milhões de toneladas estimadas tiveram negócios travados. Os picos de dólar alto foram um dos impulsionadores.

Com aproximadamente quatro semanas de plantio iniciado, 14,29% dos 9,203 milhões de hectares destinados para a safra 2015/2016 já receberam sementes de soja em Mato Grosso. O percentual mostra um avanço de 8,21 pontos percentuais na variação semanal e de 4,96 pontos percentuais ante os 9,33% da safra passada plantada nesta época.

As regiões Médio-norte e Oeste foram as que maior variação semanal registraram, como mostra o acompanhamento de semeadura da oleaginosa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta sexta-feira, 16 de outubro.

Em questão de uma semana os trabalhos nas lavouras do Médio-norte mato-grossense avançaram 11,8 pontos percentuais, um salto de 8,49% para 20,29% dos 3,148 milhões de hectares deste ciclo plantados. Na região Oeste foram 12,36 pontos percentuais, de 9,14% para 21,50% dos 1,081 milhão de hectares que deverão receber soja.

Apesar do avanço significativo tanto dos trabalhos com a semeadura quanto na comercialização, o setor produtivo de soja encontra-se preocupado em Mato Grosso, principalmente quanto ao clima e a volatilidade do dólar.

“Se tivermos problemas com o clima será uma safra complicada. É uma safra perigosa. A volatilidade do dólar é um veneno”, chegou a declarar na última semana o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Ricardo Tomczyk.

De acordo com Tomczyk, mesmo que o clima melhore a safra será de rentabilidade apertada, uma vez que o custo de produção subiu, em decorrência ao dólar, mais precisamente os insumos.

"Além do clima, temos problema de crédito (liberação). Os produtores devem reduzir o uso de insumos, principalmente fertilizantes com isso. O produtor está apreensivo com o mercado. O câmbio está oscilativo. Quem conseguiu comprar os insumos com o dólar em baixa e vender a soja, por exemplo, com o câmbio em alta está bem. Porém, a maioria travou compra de insumos com o dólar em alta o que reduz a margem de rentabilidade”, salientou o presidente da Aprosoja-MT.

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