Fraude Ambiental

Operação tenta prender 128 pessoas envolvidas em fraude ambiental de R$ 150 milhões em MT

A operação é resultado de uma investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) que observava a atuação de uma organização criminosa que atuava na Sema, fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (S

13 de Março de 2019 as 09h 49min

Operação Terra à vista investiga fraude ambiental em Mato Grosso — Foto: Leandro Trindade/TV Centro América

Uma operação para prender 128 pessoas suspeitas de envolvimento em uma fraude ambiental que ultrapassa R$ 150 milhões foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (13), pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, além das prisões, devem ser cumpridos 12 mandados de buscas e apreensão. A Operação foi intitulada de 'Terra à vista'.

Os alvos são representantes legais e operacionais, engenheiros florestais e ex-servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

A operação é resultado de uma investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) que observava a atuação de uma organização criminosa que atuava na Sema, fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidos pela Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Mendes, são cumpridos em vários municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Apiacás, Paranaíta, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Itaúba, Matupá, Marcelândia, Cláudia, Santa Carmem, Ipiranga do Norte, Feliz Natal, Sorriso, Sinop, Juara, Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Castanheira, Arenápolis.

O trabalho de apuração começou em 2014 com o auxílio de uma auditoria realizada pela própria Sema, que descobriu um esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais, beneficiando diversas empresas do ramo madeireiro e terceiros. O grupo colocava dados falsos no sistema.

Muitos créditos circularam para outras empresas gerando guias florestais que podem ter sido usadas para acobertar operações ilegais, promovendo, em tese, tanto a circulação de produto florestal de origem ilícita, quanto à lavagem dos valores correspondentes a essas mercadorias ilegais (madeiras extraídas ilegalmente, lavagem de dinheiro).

Mandados cumpridos

Cuiabá:
Theophilo Nelson Cunha
Juliana Aguiar da Silva

Várzea Grande:
Edmilson Rodrigues da Silva
Alex Sandro de Medeiros Nascimento

Itaúba:
Edvaldo Luiz Dambros

Guarantã do Norte:
Jonas Moreira Ribeiro

Sinop:
César Farias
Fernando Bruno Crestani
Getúlio da Silva Pinto
Antenor Baldono dos Santos
Artêmio Afonso Pontello
Byron Robaldino Félix
Juarez Didone
Leonardo Crestani
Luiz Derli Xavier Martins
Michel Douglas de Paula Rocha
Paulo Menegazzo

Alta Floresta:
Ricardo Gonçalves Dias
Flávio Luiz Rosa
Paulo de Souza Peres

Nova Bandeirantes:
Jaqueline Ortega Inácio

Arenápolis:
Cláudia Regina Faganelo

Fonte: G1

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