Dados

Valor da produção agropecuária mato-grossense cresce em 2016

O montante é 1,65% maior que o gerado em 2015, quando foram R$ 71,404 bilhões.

17 de Janeiro de 2017 as 03h 08min

A produção agropecuária mato-grossense gerou receita bruta de R$ 72,585 bilhões em 2016. O montante é 1,65% maior que o gerado em 2015, quando foram R$ 71,404 bilhões. A agricultura respondeu por 78,91% do total produzido no Estado, equivalente a R$ 57,279 bilhões. Já a pecuária gerou R$ 15,306 bilhões. Os dados fazem parte do levantamento Valor Bruto da Produção (VBP), divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na pecuária houve redução de 4,86% no VBP em 2016 se comparado com 2015, baixando de R$ 16,089 bilhões para R$ 15,306 bilhões. A criação de bovinos reduziu 6,2%, saindo de R$ 11,545 bilhões em 2015 para R$ 10,829 bilhões em 2016. O superintende da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, avalia que um dos fatores que pressionou a queda foi a diminuição dos abates, em razão da retração em 30% da quantidade de gado confinado. “Com o preço do milho elevado e a escassez de chuvas que diminui a oferta de pasto, menos animais foram confinados e com isso ocorreram menos abates no ano passado”.

A soja continua sendo a maior geradora de valor bruto para o agronegócio mato-grossense. Em 2016 foram R$ 32,249 bilhões ante R$ 30,313 bilhões em 2015, um aumento de 6,38%, apesar da quebra da produção em quase 2 milhões de toneladas na safra 2015/2016. O milho teve um desempenho negativo com queda de 9,03% no VBP de 2016 ante o ano anterior. O valor baixou de R$ 11,069 bilhões para R$ 10,068 bilhões de um ano para outro. A quebra de safra em aproximadamente 7 milhões de toneladas foi responsável pela retração.

Brasil – O ano de 2016 encerrou com VBP de R$ 527,9 bilhões, 1,8% abaixo do valor de 2015, que foi de R$ 537,5 bilhões. As lavouras tiveram redução no valor de 1% e a pecuária de 3,2%. Nas lavouras houve retração de valor da produção do milho, algodão e tomate. Na pecuária pesaram mais as carnes bovina, suína e o leite, afetados pelos preços mais baixos. O coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria do Mapa, José Garcia Gasques, diz que o aspecto mais marcante do ano que encerrou foi a seca que afetou diversas atividades, principalmente no Centro-Oeste.

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