Agronegócios

Vazio sanitário da soja começa em MT e segue até o dia 15 de setembro

Durante 90 dias, produtores não podem manter pés de soja vivos para evitar ferrugem asiática. Em caso de descumprimento, eles podem ser multados pelo Indea.

Fiscalização Nas Lavouras | 25 de Junho de 2018 as 22h 54min
MT Agora - G1 MT

Vazio sanitário da soja segue até o dia 15 de setembro (Foto: TVCA/Reprodução)

Teve início em Mato Grosso o vazio sanitário da soja, período de 90 dias em que plantas vivas não podem ficar nas áreas de cultivo. A medida visa evitar a ferrugem asiática, que já causou grandes prejuízos no passado, e deve durar até o dia 15 de setembro.

Em Santa Carmem, a 493 km de Cuiabá, o produtor Ilson Redivo amargou prejuízos na safra de 2004/2005 com a ferrugem asiática, uma vez que não era habitual o uso de fungicidas para o controle na fazenda dele, que tem área total de 1.570 hectares.

No entanto, ele contou que o problema não se repetiu na fazenda após a intensificação dos cuidados. Além disso, o período de vazio sanitário, instituído em 2006, reforçou a necessidade de eliminar qualquer planta viva de soja na entressafra, o que diminui a presença do fungo causador da doença.

O vazio sanitário vai até o dia 15 de setembro. em caso de descumprimento, os produtores podem ser penalizados pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), segundo o engenheiro agrônomo da instituição, Luiz Fernando Fritsch.

"É feita uma multa pela situação de encontrar soja guaxa durante o período do vazio sanitário, que é de 30 UPF, acrescido a esse valor mais dois UPFs por hectare de soja guaxa encontrado", disse.

Em Mato Grosso, o valor atual da UPF é de R$ 132,08.

Durante a fiscalização do Indea, 60% das propriedades são visitadas. Em caso de descumprimento da determinação, além de ser multado, o produtor continua obrigado a eliminar as plantas

"É feita a notificação pro produtor fazer essa destruição.O prazo vai ser relativo ao tamanho da área que ele vai ter que destruir. Os técnicos é quem fazem um estudo e a melhor interpretação da situação para poder dar esse prazo", explicou o engenheiro do Indea.

De acordo com o Indea, mesmo sem lavoura, o proprietário tem que aplicar fungicidas. Apesar de haver o plantio do milho safrinha e o controle de folhas largas, a orientação é não descuidar.

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