Brasil

Bolsonaro ''mantém estabilidade clínica e não apresenta complicações'', diz boletim médico

Candidato à Presidência não apresenta febre e sinais de infecção neste sábado (15) em SP. Ele levou uma facada no abdômen no dia 9 em MG e passou por duas cirurgias.

Boletim Médico | 15 de Setembro de 2018 as 18h 15min
Fonte: G1

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, 'mantém estabilidade clínica e não apresenta complicações', segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na manhã deste sábado (15).

Bolsonaro está internado no Einstein desde a sexta-feira (7), um dia após ele sofrer ataque com facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG).

Segundo o boletim, o candidato permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do centro médico, onde "encontra-se afebril e sem outros sinais de infecção. Evolui sem dor, recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa."

"Hoje prosseguirá com sessões de fisioterapia, incluindo exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular", termina o comunicado divulgado neste sábado.

Campanha nas redes

Do hospital, Bolsonaro tem movimentado as suas redes sociais. Nesta tarde ele publicou uma foto em que aparece sentado na maca do hospital.

De manhã, ele havia publicado em sua conta no Twitter que "ainda somos vítimas das mazelas causadas por seus líderes". "Além de 14 milhões de brasileiros desempregados, hoje todos sofrem com a crise migratória" dos venezuelanos "no Norte do Brasil, região visitada por nós recentemente."

Fisioterapia

Na noite de sexta-feira (14), outro boletim divulgado pelo hospital informou que o candidato fez fisioterapia e caminhou pelo quarto sem apresentar dor.

Ainda na manhã de sexta, o centro médico também havia informado que as condições clínicas de Bolsonaro eram "estáveis e sem complicações" e que a alimentação dele está sendo na veia.

Cirurgia de quarta-feira

Na noite de quarta (12), o presidenciável foi submetido a uma cirurgia de emergência para tratar uma obstrução no intestino delgado (veja como foi ). O procedimento durou duas horas e, segundo os médicos, foi bem-sucedido.

Na noite de quarta, o hospital Albert Einstein informou que Bolsonaro teve "distensão abdominal progressiva e náuseas", e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica.

Em uma das três perfurações sofridas no intestino delgado, formou-se uma fístula, um pequeno orifício, que provocou inflamação e gerou o quadro de aderência, que é uma obstrução intestinal.

De acordo com médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, no caso, o procedimento realizado logo após a facada.


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