Minha Casa Minha Vida

Governo Temer reduz financiamentos do Minha Casa, Minha Vida

Com as alterações, somente famílias da faixa dois e três do programa (com renda entre R$ 2.351 e R$ 6.500 ) serão atendidas.

05 de Outubro de 2016 as 10h 21min

O Brasil passa por mudanças drásticas no setor político. A mudança de Governo, ocorrida após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff causa instabilidade no mercado, que tenta se adaptar aos novos modelos econômicos. É fato que nos últimos anos o Governo vinha investindo nas camadas mais baixas da sociedade através de programas sociais que possibilitavam a saída de milhares da linha da miséria. Indo na contramão, o novo governo anunciou a suspensão de alguns dos carros chefes do governo anterior, dentre eles o Minha Casa, Minha Vida. A meta do governo anterior previa a contratação de dois milhões de novas moradias até o final de 2018. Com a chegada de Michel Temer, no entanto, a terceira etapa do programa foi suspensa. Além deste programa, a proposta de orçamento para o ano de 2017 prevê cortes de recursos de programas voltados ao esporte, igualdade racial, mulheres e turismo.

O ministro Bruno Araújo informa que o programa passará por avaliações e sua permanência depende diretamente da análise das contas públicas realizadas pelo ministério da Fazenda. Com as alterações, somente famílias da faixa dois e três do programa (com renda entre R$ 2.351 e R$ 6.500 ) serão atendidas.

O Minha Casa, Minha Vida foi criado em 2009 com a promessa de beneficiar a camada mais carente da sociedade. Segundo o site http://www.agenteimovel.com.br/lancamentos/ , o objetivo era atender famílias cuja renda mensal iriam até R$ 4.900,00, dando prioridade àquelas que recebessem até R$ 1.395,00 por mês. A inscrição gratuita na Caixa Econômica Federal selecionava beneficiários levando em consideração aqueles que mais precisavam.

Vale salientar que a criação do programa beneficiou também a construção civil, gerando a criação de empregos diretos e indiretos, resultado na expansão de crédito e aumento de renda. Com isso, muitos trabalhadores puderam investir em seus apartamentos ainda na planta. O mercado vê com desconfiança as novas mudanças, já que nos últimos tempos o setor começava a se recuperar do boom imobiliário, sendo verificado uma queda no valor do metro quadrado em muitas regiões do Brasil.

Com a redução do orçamento para as camadas mais pobres, é certo que milhares de famílias poderão ser prejudicadas. 

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