Mãe Luta Por Tratamento Do Filho

Mãe luta por terapia na rede pública para bebê com microcefalia, em GO

Mulher não tem como custear tratamento e crê no desenvolvimento do filho. Caso foi o 1º a ser apurado no estado por suspeita de elo com zika vírus.

19 de Janeiro de 2016 as 07h 27min

A dona de casa Maria Vitória Ataídes luta por tratamento de saúde adequado e gratuito para o filho, Luiz Guilherme, de 4 meses, que foi diagnosticado com microcefalia. O caso do garoto foi o primeiro a ser investigado em Goiás por suspeita de ligação com o zika vírus.
 
Moradora de Rio Verde, no sudoeste goiano, a mãe está preocupada com as convulsões que o filho sofre. Ela alega que na cidade não há atendimento de neuropediatra e precisa se deslocar a cada dois meses para Goiânia para uma consulta, que custa R$ 400.
 
Atualmente, para custear o tratamento do filho, ela vende rifas. Maria Vitória também faz uma campanha nas redes sociais que resultou no apoio de pessoas até de outros estados.
 
No entanto, as doações não são constantes e a mãe diz não ter condições de pagar pela terapia. Por isso, ela deseja uma vaga no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), na capital.
“Com essa vaga eu não ia precisar pagar mais, lá no Crer tem de tudo. Ele precisou fazer uma tomografia, a gente faz lá. Precisou de uma ressonância, faz lá. Precisou de um fisioterapeuta, faz lá. O neurologista é lá. O tratamento dele não pode esperar”, disse Maria Vitória.
 
A Secretaria de Saúde de Rio Verde disse que o caso do bebê é prioridade e entrou como caso urgente na Central de Regulação de Vagas, que é administrada pela Secretaria de Saúde de Goiânia. Conforme o órgão da capital, eles estão tentando conseguir a vaga para o menino, mas não há previsão de quando a consulta será marcada.
 
A mãe conta que Luiz Guilherme é calmo e tem atitudes de um bebê comum. “Eu sei que ele está se desenvolvendo. Eu sou confiante, eu sei que ele pode conseguir. Não é impossível eu ver meu filho andando, falando. Eu tenho muita fé”, afirma a mulher.
 
Microcefalia
 
A doença é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal, apresentando perímetro igual ou menor a 32 centímetros. Crianças que nascem com essa malformação podem ter complicações no desenvolvimento da fala, motora e até quadros de convulsão.
 
A cabeça de Luiz Guilherme tem 28 centímetros. Durante a gravidez, Maria Vitória afirma que teve sintomas como dor no corpo e febre. Ela conta que chegou a pensar que era dengue, mas um exame feito na gestação descartou a doença.
 
“Eu tive dor no corpo, febre, dor de cabeça. Aí, na época, a gente fez uns exames de sangue, que descartaram as possibilidades de dengue, toxoplasmose e rubéola. Aí só depois de o bebê nascer o médico disse que realmente pode ter sido o zika vírus”, relatou.
 
A microcefalia pode ter causas genéticas, passadas dos pais para a criança, como também por uso de drogas, álcool ou outros produtos tóxicos durante a gestação, além de possíveis infecções que atinjam o bebê durante a gestação.
 
O Ministério da Saúde esclarece que “a microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde”.
 
Até o último dia 6 de janeiro, foram notificados 51 ocorrências de microcefalia no estado por meio do Registro de Eventos em Saúde Pública (Resp). No entanto, o elo com zika vírus ainda não foi confirmado em nenhum deles.

MT Agora - G1

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