Paralisação

Paralisação de caminhoneiros tem ‘trégua’ até dia 10 para nova rodada de negociação

Uma nova reunião com o ministro está agendada para terça-feira (03) com representantes do setor da região Sul do Brasil

03 de Março de 2015 as 08h 13min

A paralisação dos caminhoneiros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul está suspensa até o dia 10 de março quando uma nova rodada de negociações com o governo federal em Brasília (DF). A ‘trégua’ temporária ficou ‘acordada’ entre representantes do setor dos dois Estados e o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Transportadores de Mato Grosso que se encontram em Brasília revelaram ao Agro Olhar que irão participar de uma nova reunião do o ministro e o movimento da região Sul do país nesta terça-feira (03)

De acordo com o representante dos empresários do setor de cargas e dos caminhoneiros autônomos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Gilson Baitaca, as negociações referentes à pauta de Mato Grosso estão bem adiantadas. “Apresentamos nossa pauta para o ministro Miguel Rossetto, visto nenhum representante de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ter participado das negociações na semana passada em Brasília. Nos dois Estados paramos como caminhoneiros. Não fomos motivados por sindicatos e associações. Apresentamos nossa pauta ao ministro Miguel Rossetto, que assinou nossa ata de reivindicações e o que leva a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a suspenderem temporariamente os bloqueios até o dia 10 de março”, declarou Baitaca ao Agro Olhar.

A audiência entre os caminhoneiros e setor do transporte de cargas com o ministro Miguel Rossetto foi intermediada pelos senadores de Mato Grosso Blairo Maggi (PR-MT) e José Medeiros (PPS-MT).

Segundo Gilson Baitaca, uma nova reunião com o ministro está agendada para terça-feira (03) com representantes do setor da região Sul do Brasil. “Iremos participar desta reunião, também, pois a pauta de reivindicações são as mesmas. Na ocasião iremos pedir a prorrogação do Finame, para até três conjuntos, para todos os tamanhos de empresas do setor, ou seja, do autônomo até o grande empresário”.

Conforme o representante da categoria de Mato Grosso o setor do transporte está em decadência há um longo período e agora chegou ao fundo do poço com o baixo valor do frete e alta do preço do óleo diesel. Entre as reivindicações entregues ao ministro Miguel Rossetto está a tabela de preços mínimos, anistia das multas aplicadas aos representantes do movimento de paralisação, prolongamento da dívida dos Finames dos contratos já firmados, redução de 5% do PIS/Cofins do óleo diesel, entre outras.

A redução do PIS/COFINS foi um dos assuntos debatidos no encontro desta noite. “Tivemos grande dificuldade em localizar lideranças representativas. É preciso que vocês se organizem. Quanto à redução do PIS/COFINS em 5%, não é pouca coisa no diesel, achamos importante, mas, não temos condições por conta da política de ajuste fiscal do Governo. Isso para mim não resolve o valor do preço do frete. Não podemos trabalhar com essa possibilidade. O que podemos e vamos fazer é garantir que nos próximos seis meses não terá ajuste do diesel”, declarou o ministro Miguel Rossetto, em nota publicada no site do senador Blairo Maggi.

Conforme Gilson Baitaca, a 'trégua' do movimento dos caminhoneiros será dada somente até o dia 10 de março quando uma reunião entre ministros e lideranças de todo o Brasil será realizada em Brasília. Como o Agro Olhar já comentou, entre os assuntos a serem debatidos nesta reunião, a ser coordenada pelo Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está a criação de uma tabela referencial para o frete do transporte rodoviário.

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