Tragédia Em MG

Peritos vão analisar se detonações em minas contribuíram para rompimento da barragem em Brumadinho

Laudo de empresa recomendava a Vale a não fazer detonações perto da barragem. Empresa afirma que explosões sejam feitas de forma monitorada.

08 de Fevereiro de 2019 as 21h 42min

Empresa alemã recomendou à Vale não usar explosivos em Brumadinho

A empresa alemã Tuv Sud tinha recomendado que a vale não fizesse detonações perto da barragem I, da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, que se rompeu no dia 25 de janeiro. Peritos e especialistas que se juntaram à força-tarefa vão fazer estudos para saber se as explosões em minas vizinhas teriam ou não contribuído para a liquefação da barragem B1, onde, segundo os investigadores, já se notavam sinais de saturação, ou seja, de excesso de água no rejeito de minério.

Esta recomendação consta em um laudo da revisão periódica do reservatório, feita em junho de 2018 pela Tuv Sud. Havia uma "recomendação para a adoção de medidas que diminuam a probabilidade de ocorrência de gatilhos. Desta forma, deve-se evitar a indução de vibrações, proibir detonações próximas, evitar o tráfego de equipamentos pesados na barragem, impedir a elevação do nível de água no rejeito".

Nas investigações, a polícia tem analisado documentos e confrontado os depoimentos dos engenheiros da empresa que atestou a estabilidade com os dos funcionários da Vale.

Em depoimento à força-tarefa, Rodrigo Gomes de Melo, gerente executivo do complexo onde ficava a barragem, disse ter conhecimento de que havia detonações nas minas de Jangada e Feijão, que eram rotineiras e aconteciam quase todos os dias, embora não fosse capaz de afirmar a periodicidade.

A informação bate com a de outro funcionário da Vale, Ricardo de Oliveira - gerente de meio ambiente. No depoimento, ele disse que explosões e detonações na mina fazem parte do processo de exploração; mas, não soube dizer se as detonações poderiam afetar, de alguma forma, o rejeito líquido que estava na barragem.

A barragem B1, que ficava no complexo de Córrego do Feijão, da Vale, era vizinha da Mina da Jangada, que também pertence à Vale.

O observatório sismológico da universidade de Brasília identificou 754 explosões num intervalo de 6 meses, antes do dia do rompimento da barragem, 25 de janeiro, num raio de 10 a 20 km ao redor da barragem. Ainda segundo o observatório, essas detonações, por si só, não seriam suficientes para causar o rompimento de uma barragem bem estruturada.

Fotos e vídeos, que fazem parte da investigação, indicariam que a barragem tinha falhas no sistema de drenagem. Uma foto de satélite mostra que havia uma lagoa sobre uma parte do reservatório. Um este vídeo mostra uma barreira improvisada para impedir a chegada de água da nascente ao corpo da barragem.

A Vale declarou que a ocorrência de detonações é inerente às atividades de mineração. Segundo a empresa, essas atividades foram realizadas de forma monitorada nas minas do Córrego do Feijão e da Jangada e estavam de acordo com as recomendações da auditoria. A mineradora voltou a afirmar que colabora com as autoridades.

Disse ainda que não houve aumento no nível de água do maciço da barragem de Brumadinho, mas, sim, uma redução no nível de água na seção principal da estrutura. Que, em 2018, foram instalados drenos horizontais profundos, como medida adicional de segurança e que, depois disso, foi feita uma inspeção em toda a barragem e não se detectou nenhuma anomalia.


Fonte: Ricardo Soares | Jornal Nacional

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