Apitaço

Educação adere paralisação nacional contra reforma da previdência

A manifestação não está ligada apenas a reforma que prejudicará os profissionais da educação, mas é pensando no futuro.

15 de Março de 2017 as 10h 04min

Os profissionais da educação de Lucas do Rio Verde aderiram na manhã desta quarta-feira (15) a paralisação nacional em protesto a reforma trabalhista e da Previdência Social.

Os profissionais luverdenses se reuniram logo cedo na rotatória da Igreja Rosa Mística e em seguida seguiram em caminhada pela Avenida Mato Grosso, com faixas, cartazes e apitos, protestando contra a PEC 287.

De acordo com a presidente da sub-sede do Sintep (Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso) Tânia Jorra a manifestação não está ligada apenas a reforma que prejudicará os profissionais da educação, mas é pensando no futuro.

“Essa PEC hoje prejudicará muito os profissionais da educação, principalmente as mulheres, mas acima de tudo, somos contra essa reforma que prejudicará os futuros profissionais, pois ela não está ligada apenas a aposentadoria, há muitas mudanças dentro da assistência social, seguridade e é necessário mais debate antes dessa aprovação” disse ela.

A caminhada seguiu até a Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde onde acontece uma audiência pública com a presença de vereadores e autoridades que irão discutir a situação da reforma.

Propostas
A reforma da Previdência Social enviada ao Congresso Nacional prevê, entre outras propostas, estabelecimento de idade mínima de 65 anos para os contribuintes reivindicarem aposentadorias. Antes de enviar o texto ao Legislativo, o presidente Michel Temer apresentou as ideias a líderes partidários do Congresso.

Além de fixar uma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares.

Pelas regras propostas pela gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.

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