Cidades

Mãe Luverdense pede ajuda para salvar o seu bebê

O bebê está internado na UTI Neonatal do Hospital Geral Universitário na Capital. O pequeno guerreiro precisa de atendimento com extrema urgência fora do estado.

Pedido De Ajuda | 02 de Janeiro de 2016 as 03h 05min
MT Agora - Cenário MT

O clima é de festa para muitos que comemoram a passagem de ano, mas essa não é a realidade para Nelciane Farias, uma mãe de Lucas do Rio Verde que trava uma verdadeira batalha para salvar o seu bebê que luta para sobreviver.

A jovem mãe de três crianças, é uma das brasileiras que aguarda na fila de espera interminável dos hospitais do país.  Nelciane Farias entrou em contato com e contou um pouco do que está passando, ela nos disse que descobriu aos oito meses de gestação que o bebê nasceria com uma anormalidade que colocaria sua vida em risco.

Benjamin nasceu no dia 28 de dezembro de 2015, com uma doença cardíaca chamada Cardiopatia Congênita, que é uma anormalidade na estrutura do seu coração presente antes mesmo do Nascimento. Essa doença ocorre enquanto o feto está se desenvolvendo no útero e pode afetar cerca de 1 em cada 100 crianças, segundo dados da American Heart Association. É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbito relacionados a malformações congênitas.

Os pais de Benjamim estão desesperados com a possibilidade de perder o filho tão pequeno, pois não há um tratamento necessário em Mato Grosso. A família mora em Lucas do Rio Verde, mas desde o dia dois de dezembro estão em uma casa de apoio em Cuiabá-MT.

Desde que foi feito o parto, Benjamin está internado na UTI Neonatal do Hospital Geral Universitário na Capital. O pequeno guerreiro precisa de atendimento com extrema urgência fora do estado, porém, segundo os pais da criança, a morosidade da saúde pública coloca em risco as chances do pequeno Ben ter uma chance para sobreviver.

Nelciane Farias e o marido estão em situação de desespero, querem somente que o filho seja transferido imediatamente para qualquer hospital que possa proporcionar o tratamento contra a doença.

De acordo com o Secretário de Saúde de Lucas do Rio Verde Ramiro Azambuja, desde o momento em que foi detectado o problema do bebê, a mãe foi transferida imediatamente para atendimento em Cuiabá. O caso está sendo acompanhado de perto pela Central de Regulação do município e a documentação necessária para o tratamento fora do domicílio (TFD) foi encaminhado para os órgãos competentes.

 A DOENÇA

Segundo dados da sociedade brasileira de cardiologia no Brasil nascem em torno de 23 mil crianças com problemas cardíacos. Dessas em torno de 80% necessitarão de alguma cirurgia cardíaca durante a sua evolução.

As cardiopatias congênitas podem produzir sintomas no nascimento, durante a infância, ou estão só na idade adulta. Em alguns casos, a cardiopatia congênita não causa sintomas.

Tipos

As cardiopatias congênitas mais comuns incluem:

Defeitos na válvula cardíaca: O defeito ao nascimento mais comum desta condição é a válvula aórtica bicúspide, quando ela ao invés de ser formada por três folhetos, é formada por dois. Podemos ter também o estreitamento (estenose) das válvulas um fechamento completo (atresia), que impede ou dificulta o fluxo de sangue. Outros defeitos nas válvulas incluem válvulas com vazamento ou que não fecham adequadamente, permitindo assim que o sangue retorne, em vez de seguir seu fluxo (insuficiência)

Defeitos nas paredes entre os átrios e ventrículos do coração levando aos shunts: furos ou passagens entre as câmaras direitas e esquerda do coração provocando a mistura de sangue oxigenado com sangue não oxigenado. Estes defeitos podem provocar o fluxo de sangue da direita para esquerda ou no sentido inverso. Podemos ter a comunicação entre os átrios (CIA), comunicação entre os ventrículos (CIV), persistência do canal arterial (PCA) entre outras

Anormalidades no músculo cardíaco como má formação do ventrículo direito, esquerdo e ventrículo único

Podemos ter também a combinação, em um mesmo paciente, de mais de um defeito.

Causas

O coração é dividido em quatro câmaras – duas do lado direito e duas do lado esquerdo. No desempenho de sua tarefa básica - bombear sangue por todo o corpo - o coração usa seus lados esquerdo e direito para diferentes tarefas.

O lado direito do coração, recebe o sangue venoso rico em gás carbônico, proveniente dos tecidos, e será transportado para os pulmões através das artérias pulmonares. Nos pulmões, ocorrerá a hematose que é o processo em que o gás carbônico será trocado por oxigênio, e em seguida, este sangue rico em oxigênio retornará para o lado esquerdo do coração através das veias pulmonares. O lado esquerdo do coração bombeia o sangue através da aorta para o resto do corpo para que as células possam utilizar o oxigênio como combustível para o seu funcionamento.

A maioria dos defeitos cardíacos ocorre quando o bebê ainda está no útero. Durante o primeiro mês de gestação, o coração do feto começa a bater. Nesta altura, o coração é apenas um tubo com um formato que lembra vagamente um coração. Logo as estruturas se formam em ambos os lados do órgão, bem como os vasos sanguíneos que transportam o sangue.

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