Cidades

Professora de berçário em Sorriso é suspeita de maus-tratos: ''dá tapas e coloca fralda na boca''

Segundo a denúncia feita por uma estagiária, os atos de tortura eram constantes em um Cemeis do município.

Denúncia | 10 de Agosto de 2018 as 17h 10min
Fonte: Portal Sorriso

Crianças eram maltratadas em bercário (Foto: Câmara Municipal de Sorriso-MT/ Assessoria)

Uma estagiária da Prefeitura de Sorriso foi à delegacia de Polícia Judiciária Civil (PJC) para denunciar uma professora que atuava em um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei), localizado no bairro Jardim Primavera. Segundo ela, a funcionária maltratava e agredia crianças atendidas no berçário – de 6 meses a 1 ano de idade.

Caso a queixa seja confirmada, a suspeita pode responder criminalmente por maus-tratos e ameaça. Por não ter sido indiciada, até o fechamento desta matéria, a identidade da professora foi preservada.

Polícia Civil apurou

Em entrevista ao Portal Sorriso e à TV Sorriso, o delegado Nilson Farias informou já foi apurado o comportamento da professora no berçário.

“Hoje ela será indiciada porque a investigação, que ocorria de forma sigilosa, já foi concluída. Temos uma investigação robusta e os elementos de prova indiciários demonstram que foi ela quem praticou os crimes de maus-tratos contra diversas crianças”.

Detalhes dos crimes

Conforme consta no boletim de ocorrência, a estagiária relatou que era comum a professora se irritar no momento de colocar os bebês para dormir e tomar banho. Segundo a denunciante, a professora dava fortes tapas no bumbum das crianças quando elas demoravam para dormir.

A estagiária disse ainda ter visto a professora enrolar uma fralda e empurrá-la na boca das crianças, além de deixar um dos bebês embaixo da torneira prestes a se afogar.

Também consta na denúncia que nos momentos em que as crianças choravam demais ou não obedeciam, a repressão ocorria por meio de sacudidas.

À polícia, a denunciante reclamou do “gênio forte e autoritário da professora”, que reclamava quando as estagiárias davam colo para os bebês ou até mesmo carinho. “Ela dizia que é bom deixá-los chorar”, contou.

A estagiária detalhou o dia em que a professora se mostrou impaciente ao dar banho em um bebê. A funcionária teria colocado a criança debaixo da torneira, a sacudiu, e a deixou lá até o momento em que estava prestes a se afogar.

A professora ainda teria dito à estagiária, segundo a denúncia, que os maus-tratos não eram exclusivos no berçário. Segundo ela, a professora relatou às estagiárias que “levou uma criança do sexo masculino para o banheiro, onde deu-lhe uma sacudida”.

A mulher teria ameaçado a criança para que ela se reprimisse e não contasse o episódio aos pais ou demais professores.

Inquérito ao Poder Judiciário

O inquérito, após ser concluído hoje pela PJC, será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual para que sejam tomadas as medidas processuais, segundo o delegado Nilson Farias.

A professora deverá ser interrogada pela Polícia Civil e o Ministério Público pode oferecer denúncia para que a funcionária responda criminalmente.

Prisão?

Perguntado sobre a possibilidade imediata de prisão da professora, o delegado explicou que não haverá expedição de um mandado. “Isso não ocorre antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, mas ela pode responder pelos delitos e, caso seja condenada, pode até ser presa”.

Professora transferida

O delegado enfatizou que a Prefeitura de Sorriso, ao tomar conhecimento do caso, transferiu a professora denunciada – que é efetiva – para outra unidade de ensino do município, cujo público-alvo não são bebês.

A transferência ocorreu após o término das férias de julho. “Parabenizamos a ação da Prefeitura, que assim que teve conhecimento levou a professora para outro local, onde trabalha com crianças maiores, uma vez que as crianças quando atingem uma certa idade, conseguem se defender e até mesmo reclamar para os seus pais quando sofrem algum tipo de problema”, disse o delegado.

Procurada pelo Portal Sorriso, a assessoria de comunicação da Prefeitura ainda não informou se foi aberta uma sindicância interna para apurar o que aconteceu, bem como se a professora confirmou ou negou as acusações. A secretária de Educação, Lúcia Dreschler, ainda não falou sobre o caso à imprensa.

As supostas crianças envolvidas no caso ainda não foram identificadas e ainda não há queixas registradas pelos pais.

COMENTARIOS

Disk Bem

Busca telefônica em Lucas do Rio Verde - MT

TEMPO AGORA

Hoje, Quarta Feira

Lucas do Rio Verde, MT

Tempo limpo

26º

COTAÇÃO