Artigo: A patricinha não estuda história

Quem nasceu em um ninho de cobras é fácil e dizer que “a oposição tem chances reais de vencer em 2018”

20/02/2017 - 18:22:04

   

Eu fico imaginando se existisse um sistema informatizado universal e inteligente que pudesse registrar minuciosamente as falcatruas dos politiqueiros sem coração de estadista... Nossa! Seria um banco de dados criminalístico interessante para os cidadãos de Mato Grosso acessarem e, desta forma, consultar a ficha criminal dos seus candidatos.

Como estará a vida pregressa da turminha do PMDB, não só daqueles que estão vendo as estrelas e o sol nascerem quadrados – lá no Centro de Custódia da Capital (CCC) –, porém, digo, todos os atos ilícitos que essa quadrilha de irresponsáveis deixou cravada no coração do povo?

Lógico, não podemos, em hipótese alguma, generalizar; nem todo mundo que milita no PMDB é filho de bandido ou filha de sanguessugas. Por isso, nobres estadistas, à medida da estatura moral do venerável constituinte, Ulisses Guimarães, têm que ser respeitados e até estudados como matéria de ciência política - ensinada nas escolas do estado.

Agora, falar da história dos caciques políticos do PMDB, PR, PT e PP que, juntos, desgovernaram a máquina do estado ao ponto dela bater de frente com o endividamento público, do caos social e da falta de investimento no resgate da cidadania das nossas crianças mato-grossenses, bem como das inúmeras obras inacabadas – que o Governo de Silval Barbosa (PMDB) e Cia. deixaram para trás – é saber, no mínimo, do ponto de vista da consciência cidadã, que esse grupo tem uma longa lista obscura registrada junto àquele sistema idealizado.

Sistema esse que exaustivamente vem sendo estudado pelos historiadores e articulistas deste estado, por isso, nunca, ninguém vai apagar esses fatos, nem mesmo a letargia causada pelo sistema recursal do duplo grau de jurisdição do Judiciário Brasileiro.     

Olha, vejam-bem, contrariando a visão da patricinha da Assembleia Legislativa(AL-MT), se fosse possível revelar todos os prejuízos, contabilizados em valores (impostos), que essa turma do “dane-se” deixou; daria, sem sombra alguma de dúvida, para reformar todas as escolas do Estado, implantar efetivamente uma mobilidade inteligente como a de Brasília na capital cuiabana e, de quebra, levar saneamento básico, infraestrutura logística (asfalto), saúde... para milhares de pessoas moradores dos municípios de Mato Grosso.

Mas o que acontece quando os corruptos levam o dinheiro público para os paraísos fiscais e, posteriormente, transformam-o em patrimônios incalculáveis?

Mortes... Isso mesmo, eles são de fato genocidas sociais... Que não têm sequer a consciência de que o dinheiro público é sagrado, pois salva, restaura e edifica vidas.

Mas para quem nasceu em um ninho de cobras e já está acostumada(o) com os benefícios de um berço de ouro – (Ouro este de tolo), pois já dizia o sábio “Quem rouba, um dia será roubado” - é fácil vir a público e dizer que “a oposição tem chances reais de vencer as eleições de 2018”.

Não sou advogado de ninguém, nem de partido e muito menos de políticos, só estou alertando para o cidadão de bem não cair em ciladas de tiranos e lacaios da política mato-grossense.

Entendo o desânimo dos sindicalistas diante de questões de direitos constitucionais não correspondidos a tempo, haja visa, o diagnostico econômico ter detectado um câncer nas contas públicas do estado – deixadas pelo último governo. Mas preferir, sob violenta emoção, deixar-se levar por discursos hipócritas de gente que tem patrimônio adquirido à custa de enriquecimento ilícito...  É negar a história e os fatos desse estado.

Portanto, sem querer dar um de “o Moises de Mato Grosso”, que vai abrir o mar vermelho da razão e tal, penso que, na hora de escolher os próximos governantes, ao menos, os cidadãos tinham que consultar, com calma e atenção, aquele sistema histórico da política.

O tempo dos coronéis bárbaros já se foi; vamos virar a página da corrupção e clamar por civilidade republicana, pois o futuro está na ponta do dedo do cidadão... O voto: independente, honesto, consciente e democrático.  

Marcelo Ferraz é escritor e jornalista.

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