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Artigo: Brasil acolhe refugiados

É muita gente que teve a vida social e econômica destruída por guerras regionais e cataclismos.

05 de Outubro de 2017 as 22h 16min

O grande recorde de refugiados da Segunda Guerra Mundial foi transposto. Hoje, já se atingiu mais de 65 milhões de forçados ao desterro por conflitos políticos, perseguições étnicas e religiosas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas.

Além de cataclismos naturais, que trazem mais aumentos de pessoas neste contemporâneo êxodo mundial.

É muita gente que teve a vida social e econômica destruída por guerras regionais e cataclismos.

O Brasil até 2015 acolheu mais de 10 mil estrangeiros forçados por misérias e repressões a deixarem para trás seus lares arruinados. Fugitivos literais de 82 países institucionalmente desestabilizados e geradores de misérias e violências absolutas.

Até 2011 o Brasil registrava algo não superior a 180 pedidos de refúgios. Em 2015 foram 7.662, segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea). O Oriente Médio (44%) e África (42%) lideram os acolhimentos brasileiros.

Os 16 mil venezuelanos, que foram forçados por privações a migrarem para o Brasil não se enquadram na categoria, já que atravessaram a fronteira sem solicitação oficial de acolhimento, apesar da inegável fuga do regime despótico e brutal vivido na Venezuela.

O incrível fica no fato de que 44% dos refugiados não sabiam onde ficava ou como era o Brasil. Mas a maioria já tinha notícia que aqui não existia conflito armado e perseguição religiosa. Enfim, o que tinha destruído a vida anterior.

O enorme desafio nacional está na inserção de refugiado no mercado de trabalho como fator excepcional e humanitário.

A burocracia dificulta hoje o bom aproveitamento do imigrante. Tudo por que teima a legislação no engessamento antigo ou corporativismo, que anda trazendo prejuízo à nação por dispensa obtusa de técnicos que o mercado necessita urgentemente.

Ao refugiado resta desenvolver atividade precária ou de alta vulnerabilidade. Além de estar sujeito a exploração excessiva.

Tudo comanda a alterar a legislação para um melhor reaproveitamento da força de trabalho estrangeira e disponível que aqui aportou, cujo mercado está muito carente.

Registro, que somos uma nação formada com 175 mil judeus e 17 mil degredados (refugiados da península ibérica), segundo Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal.

Depois vieram tantos outros: europeus, africanos, árabes etc. Tudo simbolizando dívida a pagar com todos aqueles que contribuíram para que o Brasil seja o que é hoje e estar entre as dez primeiras economias do mundo.

Vale salientar, que os imigrantes no geral, num maior ou menor grau, sofrem tormentos espessos. Padecem num calvário, onde reconstroem suas vidas sociais e familiares. Enfim, querem voltar e ficar. Almas de dois lugares.

Algo nada fácil, que dificilmente, se acontecer um retorno ao país de origem permitirá o bem-estar geral familiar com filhos que cresceram em outras culturas e costumes diferentes.

Os refugiados têm vidas emocionais complicadas, que precisaria de 40 anos no deserto para se acertarem. Se a gente nada pode contra tal contraditório entre desejos e realidade, ao menos podemos acolhê-los em igualdades de condições.

Afinal, as hospitalidades brasileiras não apareceram do nada. Elas resultam das atitudes de bisavós (estrangeiros sofridos), o que não permite a qualquer dos descendentes sucumbir a indiferença.

Todos homens e mulheres de paz sejam bem-vindos.


MT Agora - Hélcio Corrêa

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