Economia

Consumo de energia elétrica residencial avança 6,7% em Mato Grosso

Comparado com igual período do ano passado, a demanda energética nos lares dos mato-grossenses subiu 6,7% e foi a 2ª maior alta entre os estados da região Centro-Oeste

Dados | 01 de Setembro de 2017 as 21h 12min
MT Agora - A Gazeta

O consumo residencial de energia elétrica aumentou em Mato Grosso no mês de julho. Comparado com igual período do ano passado, a demanda energética nos lares dos mato-grossenses subiu 6,7% e foi a 2ª maior alta entre os estados da região Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso do Sul, onde o consumo de eletricidade pelas famílias cresceu 7,8%. No Distrito Federal e em Goiás houve redução, respectivamente de 5,2% e 4,9%, pela mesma base comparativa.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que mapeia mensalmente o consumo energético em todo o país, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso têm registrado crescimento médio de 3,5% ao ano na demanda residencial por energia elétrica. “Apesar disso o consumo médio nas residências desses estados ainda encontra-se em patamar inferior ao de 2016, respectivamente com quedas de 0,8% e 3,3%, assim como em Goiás (-3,4%) e no Distrito Federal (- 4,3%)”, pontua a Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (Copam/EPE), em trecho da resenha mensal divulgada nesta quinta-feira (31).

Observam ainda que foram consumidos 10,389 gigawatts-hora (GWh) em todo o país no mês passado, volume estável na classe residencial em relação a julho de 2016. Conforme a Copam/EPE, não houve influência climática significativa no último mês, a ponto de contribuir para o aumento do consumo. “Apesar da redução das taxas de inflação e de desemprego, bem como da liberação do saldo das contas inativas do FGTS, que significou certo alívio sobre o orçamento doméstico, não se observa até agora no consumo residencial de eletricidade rebatimento desses sinais positivos que começam a surgir na economia”, comenta a Copam, ao constatar que o consumo na classe residencial em 2017 cresceu apenas 0,6% em relação a 2016.

Na residência da aposentada Rita de Cássia Oliveira, 65, convivem 4 pessoas. No mês passado a família adquiriu um climatizador para ajudar a melhorar os níveis de umidade do ar. O aparelho permanece ligado o dia todo, às vezes combinado com os ventiladores nos dias mais quentes. “Então, nos meses mais quentes o consumo aumenta e a conta de energia também”.

O uso de eletricidade pelo segmento industrial em Mato Grosso foi maior nas fábricas de óleos vegetais e aumentou 9,8% em julho, sobre igual mês de 2016. No país, dos 10 ramos da indústria que mais demandaram energia elétrica da rede no mês passado, 7 exibiram desempenho positivo, sendo os maiores avanços observados nos setores extrativo (9,8%) e automotivo (5%). Por regiões do país, houve alta no Sul (3,5%), Norte (2,4%) e Centro-Oeste (1,5%), e queda no Nordeste (-5,5%) e Sudeste (-0,2%).

No segmento comercial, o volume de eletricidade consumido em julho alcançou 6,653 GWh em todo o país, sendo 0,5% abaixo do registrado neste mês em 2016. No Centro-Oeste não houve variação, apesar da alta de 4,3% no consumo em Mato Grosso e de 7,3% no Mato Grosso do Sul. 

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