Economia

Dólar cai mais de 2% e fecha a R$ 3,93, menor valor desde agosto

Bovespa teve a maior alta diária em quase 2 anos; investidores reagiram a pesquisas sobre a corrida eleitoral.

Cotação | 02 de Outubro de 2018 as 19h 34min
Fonte: G1

Dólar — Foto: Reprodução/TV Globo

O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (2), abaixo de R$ 4, com os investidores ajustando suas posições após divulgação da pesquisa Ibope na noite do dia anterior.

A moeda norte-americana caiu 2,09%, vendida a R$ 3,9333. Veja mais cotações. É o valor mais baixo desde 17 de agosto, quando a moeda terminou cotada a R$ 3,9146.

Na mínima do dia, o dólar alcançou R$ 3,9053, e na máxima, R$ 3,9974. No dia anterior, a moeda caiu 0,51%, a R$ 4,0174. Já o dólar turismo fechou a R$ 4,10, sem considerar o IOF (tributo).

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa paulista, teve a maior alta diária em quase dois anos, subindo 3,78%, a 81.593 pontos.

Cenário eleitoral e externo

Após a divulgação da pesquisa Ibope, as atenções dos investidores se voltaram para o números do Datafolha previstos para o início da noite desta terça-feira e entrevistas com candidatos realizadas no mesmo dia.

No exterior, o dólar subiu ante várias moedas, com a Itália puxando a aversão ao risco. O euro foi à mínima de seis semanas mais cedo após uma autoridade do partido governista Liga da Itália dizer que a maioria dos problemas do país seria resolvida se trocasse o euro por uma moeda nacional, provocando vendas generalizadas no mercado.

O dólar também avançou frente a moedas de países emergentes, que foram presssionadas pela alta nos preços do petróleo para mais de US$ 85 o barril.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 770 milhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Novo patamar e perspectivas

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 caiu de R$ 3,90 para R$ 3,89 por dólar, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado na segunda. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar.

Desde agosto, o dólar tem se mantido acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores passaram a comprar dólares em resposta a pesquisas que mostram intenção de voto mais baixa para candidatos considerados mais pró-mercado. O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil.

Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

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