Economia

Dólar sobe quase 17% no primeiro semestre de 2018

Nesta sexta, a moeda dos Estados Unidos subiu 0,49%, vendida a R$ 3,8766.

Cotação | 30 de Junho de 2018 as 22h 57min
MT Agora - G1

O dólar terminou a última sessão do primeiro semestre em alta. Nesta sexta-feira (29), a moeda dos Estados Unidos subiu 0,49%, vendida a R$ 3,8766. No acumulado do ano, o dólar já tem avanço de 16,99% sobre o real.

Este também foi o último dia de negócios do mês. Em junho, o dólar subiu 3,77%. Nesta semana, a alta foi de 2,53%.  Já o dólar turismo terminou o dia vendido perto de R$ 4,03, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O movimento da moeda nos últimos acompanha o cenário externo, com investidores de olho no rumo da taxa de juros dos Estados Unidos. Além disso, há temores sobre uma guerra comercial iniciada entre os norte-americanos e a China.

Sobre o real, pesam ainda as incertezas do ambiente interno, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral em outubro. Investidores seguem atentos à divulgação de pesquisas de intenção de votos, de olho nas chances de candidatos que seriam mais comprometidos com reformas econômicas que os agentes financeiros.

Além disso, a greve dos caminhoneiros também impactou os mercados financeiros, com revisões de estimativas para o crescimento da economia e outros indicadores, como o câmbio.

"Acho difícil o dólar ficar abaixo de R$ 4 no terceiro trimestre... O viés do câmbio é de alta, embora em julho, com as férias no Hemisfério Norte e recesso (do Congresso no Brasil), a moeda possa continuar oscilar ao redor de R$ 3,80", disse à Reuters o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves.

Para Mário Battistel, gerente de câmbio na Fair Corretora, a perspectiva para o câmbio não é muito mais positiva. Por um lado, as preocupações com a guerra comercial inibem as apostas globais para emergentes, já que prejudicam as perspectivas de crescimento mundial. Já internamente, a proximidade das eleições e as pesquisas de intenção de votos cada vez mais frequentes não abrem espaço para grande alívio. “Não acredito numa queda significativa do dólar, que vai ficar caro até a definição da eleição”, disse ao Valor Online.

"O primeiro semestre terminou e não deve deixar saudades", resumiu à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Última sessão do semestre

Nesta sexta, o mercado foi influenciado pela formação da Ptax, uma taxa calculada ao final de cada mês pelo Banco Central, que serve de referência para diversos contratos cambiais.

Por isso, na última sessão do mês operadores buscam influenciar a cotação da moeda para que ela fique mais favorável a seus negócios. Isso faz com que o dia seja marcado por sobe e desce do dólar.

Intervenção do BC no câmbio

A agência Reuters destaca que há ainda alguma expectativa para a forma como o Banco Central vai atuar em julho, depois da forte intervenção que vem realizando no mercado cambial desde meados de maio. Em agosto, vencem US$ 14,023 bilhões em contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda futura de dólares, e o mercado aguarda anúncio para a rolagem dos contratos.

"O volume é grande e o mercado está muito sensível. Nem pensa que o BC não vai rolar esse volume", avaliou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

O estoque total de swap estava em US$ 67,414 bilhões e o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já repetiu diversas vezes que não vê problemas em aumentar esse estoque, se necessário.

Nesta semana, no entanto, o BC não fez nenhum leilão de novos swaps, depois de ter injetado o equivalente a US$ 43,616 bilhões com essas operações desde 14 de maio.

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