Economia

MT ainda não registra queda nos preços dos combustíveis apesar do anúncio de redução feito pela Petrobras

Sindicato explica que até chegar na bomba, os preços dos combustíveis passam por diversas interferências que influenciam diretamente no valor final.

Combustíveis | 09 de Novembro de 2018 as 01h 41min
Fonte: G1 MT

Postos ainda não têm reflexos das reduções anunciadas pela Petrobras, segundo Sindpetróleo — Foto: Márcio Falcão/ TVCA

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindpetróleo) e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informaram, nesta quarta-feira (7) que os postos do estado ainda não têm reflexos da redução nos combustíveis anunciada pela Petrobras, na semana passada.

De acordo com o sindicato, até que a queda proposta pelas refinarias chegue aos postos, é preciso que o valor seja reduzido também nas distribuidoras.

Segundo o economista Jonil Vital, essa dinâmica demora um pouco, uma vez que o combustível estocado não foi comprado pelo valor menor, logo, só depois que o posto recebe nova remessa, com custo menor é que o valor é reduzido na bomba.

“O consumidor só vai pagar menos pelo litro de gasolina ou etanol quando a queda chegar nas distribuidoras”, comentou.

O Sindpetróleo alega que, no caso da gasolina, já é possível sentir a redução, porém, não ocorre de acordo com o percentual concedido na refinaria.

O sindicato explica ainda que os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos. Considera-se também os custos dos biocombustíveis, impostos, fretes e margens.

De 25 de setembro a 7 de novembro, os preços da gasolina comercializada nas refinarias caíram 23,8%. Já os do etanol subiram 5,7% entre os dias 21 de setembro e 1º de novembro.

A Fecombustíveis ressalta que, até o momento, as quedas do diesel não foram repassadas integralmente pelas distribuidoras.

O economista recomenda que o consumidor não tenha pressa e aguarde o prazo de, pelo menos, três dias, até que o reflexo da queda chegue nos postos, antes de completar o tanque.

“Eu sempre oriento que, nessas situações, ninguém encha o tanque, mas abasteça aos poucos, somente o suficiente e aguarde até que a queda seja efetiva na bomba para aí sim, abastecer o veículo por completo”, explicou.

Ele diz ainda que é preciso fazer pesquisa de preços e sempre se atentar para a concorrência.

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