Planalto diz que queda dos juros para 13% permite retomada do crescimento

Porta-voz da Presidência repercutiu nesta quarta a decisão do Copom de cortar a Selic; segundo Alexandre Parola, decisão também ajudará a gerar empregos nos país.

13/01/2017 - 01:43:00

   

Taxa de juros Selic (Foto: Editoria de Arte/G1)

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, afirmou nesta quarta-feira (11), na visão do presidente Michel Temer, a decisão do Banco Central de reduzir os juros para 13% ao ano cria as condições necessárias para a retomada do crescimento do país.

Ainda de acordo com Parola, o governo acredita que a queda da Selic também auxiliará a gerar novos empregos ao longo de 2017.

No início da noite desta quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o terceiro corte seguido na taxa básica de juros da economia brasileira, de 13,75% para 13% ao ano.

O corte de 0,75 ponto percentual é o maior em quase cinco anos – a última vez que a Selic teve queda semelhante foi em abril de 2012, quando passou de 9,75% para 9% ao ano.

"A decisão do Banco Central, que delibera de forma independente e com base em elementos exclusivamente técnicos, respalda a convicção do presidente Michel Temer no sentido de que estão dados os elementos para a retomada do crescimento econômico e a criação de novos empregos ao longo do ano", declarou o porta-voz.

Parola abriu o pronunciamento dizendo que Temer ficou satisfeito com a decisão do Copom. Ao ler a nota, o porta-voz também ressaltou que o Banco Central deliberou "de forma independente e com base em elementos exclusivamente técnicos".

Inflação de 2016

Mais cedo nesta quarta, o IBGE divulgou que a inflação fechou o ano de 2016 em 6,29%, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que era de 6,5%.

Em um dos trechos do pronunciamento de cerca de dois minutos, Alexandre Parola afirmou que, para Temer, o resultado da inflação de 2016, registrada em 6,29%, representa um dado "extremamente positivo".

Ainda na visão do presidente, informou o porta-voz, os dados indicam que a inflação seguirá em queda ao longo dos próximos meses.

"Todos os dados disponíveis indicam que, nos próximos meses, a inflação seguirá em queda e, com isso, o rendimento do trabalhador se vê protegido do efeito terrível da inflação e abre-se espaço para que a taxa de juros seja gradualmente reduzida de modo responsável, consistente e sustentável", destacou Parola.

Inflação x atividade

O aumento da Selic, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. O objetivo é encarecer o crédito para reduzir o consumo no país.

Juros altos, no entanto, prejudicam a atividade econômica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.

Isso aconteceu a partir de outubro, quando o Copom passou a promover cortes na Selic tendo em vista as indicações de que o IPCA, a inflação oficial do país, caminhava para dentro da meta de 2016 perseguida pelo BC.

Segundo o IBGE, o IPCA, que em 2015 havia acumulado alta de 10,67%, desacelerou para 6,29% em 2016. Apesar da queda, a inflação ficou próxima do teto da meta do ano passado perseguida pelo Banco Central (6,5%) e ainda distante do centro da meta, que era de 4,5%.

Recessão

A desaceleração da inflação em 2016, e a previsão do governo de que ela deve cair um pouco mais em 2017, abre espaço para que o BC continue a fazer cortes na Selic, o que pode favorecer a retomada do crescimento da economia brasileira.

Os indicadores mais recentes do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) apontam que a economia pode demorar mais que o previsto para voltar a crescer, o que aumentou as pressões para que o Banco Central acelere a redução da Selic. A expectativa é que isso leve ao barateamento do crédito e, consequentemente, incentive o consumo de bens e serviços no país.

MT Agora - G1

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