Dados

Vendas do comércio crescem 0,1% em junho, 1ª alta desde março

No acumulado em 12 meses, porém, setor perdeu ritmo e permanece em trajetória descendente. No 2º trimestre, queda foi de 0,3% sobre os três meses anteriores.

Por: G1
07 de Agosto de 2019 as 16h 20min

Vendas no varejo variam 0,1% em junho, diz IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em junho, na comparação com o mês anterior - 1ª alta desde março –, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a junho de 2018, houve queda de 0,3% nas vendas. 

O resultado de maio foi revisado pelo IBGE para estável, ante queda de 0,1% na leitura inicial. 

Apesar da leve recuperação em junho, o setor fechou o trimestre no vermelho e continua mostrando perda de ritmo na análise do desempenho acumulado em 12 meses, evidenciando a fraqueza da economia e as dificuldades de uma retomada mais firme. 

"No acumulado nos últimos doze meses ao passar de 1,3% em maio para 1,1% em junho, sinaliza perda de ritmo das vendas e permaneceu em trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2019 (2,4%"), destacou o IBGE. 

No 2º trimestre, as vendas do comércio registraram queda de 0,3%, na comparação com o primeiro trimestre. Já na comparação com igual trimestre do ano passado, houve uma alta de 0,9%. 

No semestre, o volume do comércio varejista cresceu 0,6%, frente a igual período do ano anterior. 

A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destacou que o baixo ritmo da atividade econômica no país faz com que o comércio venha perdendo dinamismo. “Este foi o quarto semestre seguido no campo positivo, mas o menos intenso deles”, apontou. No 1º e 2º semestres de 2018, houve avanço de o avanço de 2,9% e de 1,7%, respectivamente. 

Vendas recuam em 15 das 27 estados 

De maio para junho de 2019, as vendas do comércio varejista caíram em 15 das 27 Unidades da Federação, sendo a mais intensa no Piauí (-10%). Já as maiores altas foram registradas em Roraima (3,4%), Minas Gerais (1,7%) e Goiás (1,6%). 

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o resultado do varejo reflete a conjuntura de baixo dinamismo econômico, o grande nível de pessoas desempregadas, e o elevado endividamento das famílias – o maior desde abril de 2016, segundo dados do Banco Central. 

“As famílias estão fugindo das prestações na aquisição de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos, e estão direcionando o consumo para alimentos. Então, a queda em hipermercados não significa que as famílias estejam deixando de comprar, mas estão optando por marcas mais baratas. Na farmácia, não dá para fazer isso”, explica Isabella. 

Das 8 atividades principais, só 3 registraram alta 

Segundo o IBGE, a leve alta em junho foi sustentada pela estabilidade nas vendas das duas atividades de maior peso do indicador: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%) – que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos. 

Por outro lado, 4 atividades registraram queda em junho no volume de vendas: combustíveis e lubrificantes (-1,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,8%). 

Já o indicador do comércio varejista ampliado, que inclui as as vendas de veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, ficou estável em relação a maio, após avançar por 3 meses seguidos. Na comparação com junho do ano passado, teve alta de 1,7%. No acumulado em 12 meses também perdeu ritmo, passando de 3,9% em maio para 3,7% em junho. 

Veja o desempenho de cada segmento em junho: 

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,4% 
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0 
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,5% 
  • Móveis e eletrodomésticos: -1% 
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3% 
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -0,8% 
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,4% 
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1% 
  • Veículos, motos, partes e peças: 3,6% (varejo ampliado) 
  • Material de construção: -1,2% (varejo ampliado) 

“Combustível está perdendo muito volume de vendas por causa de preço. A de livros por ser uma atividade que está alterando sua forma de venda. Já a de supermercado é uma atividade que se tem um grande poder de substituição de produtos, ou seja, o consumidor troca um produto por outro mais barato, o que acaba impactando na receita do comércio”, explicou a pesquisadora. 

Vendas de livros, jornais, revistas e papelaria desabam 27% no ano 

As vendas têm tido comportamentos diferentes entre as atividades do varejo. Enquanto hipermercados apresentam perda de ritmo, com queda de 0,3% no primeiro semestre, outros artigos mostram crescimento de 4,4% nesse período. Eletrodomésticos recuaram 2,7% nos 6 primeiros meses do ano, ao passo que as vendas de móveis cresceram 3,3%. 

No acumulado no ano, a queda mais intensa é nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria teve forte recuo (-27%). Em 12 meses, a perda é de 24,6%, acentuando a trajetória descendente iniciada em março de 2018 (-5,1%). Segundo o IBGE, as novas formas de comercialização pela internet e o fechamento de lojas físicas contribuem para essa retração. 

“Combustível está perdendo muito volume de vendas por causa de preço. A de livros por ser uma atividade que está alterando sua forma de venda. Já a de supermercado é uma atividade que se tem um grande poder de substituição de produtos, ou seja, o consumidor troca um produto por outro mais barato, o que acaba impactando na receita do comércio”, explicou a pesquisadora. 

Economia fraca e perspectivas 

Os indicadores já divulgados continuaram a mostrar uma fraqueza da economia em junho e no 2º trimestre, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre. 

A indústria brasileira, por exemplo, registrou queda de 0,6% em junho e fechou o primeiro semestre com um recuo de 1,6% em sua produção. No período entre abril e junho, a indústria recuou 0,7%, na comparação com o primeiro trimestre – o terceiro trimestre seguido de contração. 

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,82%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a previsão de crescimento é de 2,1%. 


COMENTARIOS

Mais de Economia

Economia

Caixa estende horário de atendimento amanhã e abre no sábado

A Caixa também vai trabalhar com horário estendido por duas horas, amanhã (13), início do saque, e nas próximas segunda (16) e terça-feiras (17).

12 de Setembro de 2019 as 15h27

Planta Industrial

BRF digitaliza produção de suínos na maior planta industrial da América Latina

Software que será instalado na planta de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, melhorará o aproveitamento de matéria-prima.

09 de Setembro de 2019 as 14h51

Economia

Vendas no varejo em São Paulo têm alta de 5,4% no primeiro semestre

Os dados foram divulgados, hoje (9), na Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV).

09 de Setembro de 2019 as 14h36

Economia

Mourão diz que guerra econômica entre China e EUA afeta o Brasil

Ele participou hoje em SP de evento com empresários chineses

09 de Setembro de 2019 as 14h26

Economia

Índice do Custo de Vida de São Paulo tem alta de 1,88% em oito meses

O Índice do Custo de Vida no Município de São Paulo subiu 0,07% em agosto.

06 de Setembro de 2019 as 14h55

Economia

Consulta ao quarto lote do Imposto de Renda será aberta segunda-feira

Dinheiro estará na conta do contribuinte no dia 16 deste mês

06 de Setembro de 2019 as 14h47

Economia

Brasil pode suprir demanda de carne suína na China, diz especialista

O Brasil tem a oportunidade de suprir a demanda de carne suína na China, com o rebanho asiático afetado pela peste suína africana.

05 de Setembro de 2019 as 15h58

Economia

Venda de veículos cai 0,3% em agosto e produção aumenta 1,1%

As vendas devem crescer cerca de 11% no ano, tendo em vista o acumulado registrado

05 de Setembro de 2019 as 15h38

Economia

Jornal revela que Sorriso tem o gás de cozinha mais caro de Mato Grosso

Levantamento feito pelo Jornal A Gazeta revela que Sorriso é a cidade de Mato Grosso que tem o gás de cozinha mais caro do estado.

04 de Setembro de 2019 as 16h10

Economia

Preços de alimentos provocam queda do IPC-S em agosto

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,17% em agosto deste ano, taxa inferior ao 0,31% de julho.

02 de Setembro de 2019 as 12h14

Economia

Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano

02 de Setembro de 2019 as 12h12

Economia

Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano

02 de Setembro de 2019 as 12h12

Economia

Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano

02 de Setembro de 2019 as 12h06

Economia

Banco Central implantará sistema de pagamentos instantâneos

Banco Central implantará sistema de pagamentos instantâneos

31 de Agosto de 2019 as 14h26

Economia

Emprego é recorde no Brasil no trimestre encerrado em julho

Número de pessoas empregadas chega a 93,6 milhões

30 de Agosto de 2019 as 13h23

Guia MT

Busca telefônica em Lucas do Rio Verde - MT

Enquete

Qual é sua opinião sobre o trancamento da pauta pela Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde?

A Favor

Contra

Parcial
veja +

COTAÇÃO