Esportes

Helmute enumera fatores que contribuíram para queda do Luverdense para a Série C

O mandatário conversou com a imprensa e antecipou como o Verdão do Norte vai se preparar para o retorno para a Série B nos próximos anos.

Balanço | 23 de Novembro de 2017 as 17h 51min
MT Agora - Expresso MT

O presidente do Luverdense Esporte Clube, Helmute Lawisch, fez um balanço sobre os fatores que contribuíram de forma decisiva para o rebaixamento do clube para a Série C em 2018. O mandatário conversou com a imprensa e antecipou como o Verdão do Norte vai se preparar para o retorno para a Série B nos próximos anos.

Lawisch disse que o sentimento após o empate com o Guarani, que decretou o rebaixamento do LEC, é o pior possível, explicando que é a derrota mais dolorida nos 14 anos do clube. “Sempre galgando espaço no futebol brasileiro, sempre fazendo bons campeonatos e nesse momento amargando um rebaixamento que não estava na nossa programação, mas aconteceu. Vamos procurar trabalhar mais daqui pra frente pra em breve estarmos de volta pra Série B”, projetou.

Os primeiros passos para se ajustar à nova realidade financeira, já que o clube não terá os repasses feitos pela venda dos jogos na Série B, já foram dados. Alguns jogadores foram dispensados e a ordem é enxugar ao máximo, sem comprometer a organização para 2018, ano em que o LEC disputa Estadual, Copa Verde, Copa do Brasil e Série C. Nesse sentido, o presidente espera contar com os patrocinadores máster e com o empresariado local. “Que a gente consiga ser forte e manter uma base”, citou Helmute, lembrando que entrando na quinta fase da Copa do Brasil rende uma boa oportunidade de fazer caixa, uma vez que pode enfrentar um adversário tradicional no futebol nacional.

Em relação ao elenco, a base que foi titular em boa parte dos jogos este ano será mantida. Diogo Silva, Gabriel, Pablo, Willian, Pierre, Moises, Paulinho, Ricardo, Erick, Caíque, Kazuo, Sodré, Lorenzi, Alaor, Eduardo e Rafael Silva são alguns nomes que prosseguem. “É uma base boa e que nós confiamos. Não foram eficientes na Série B deste ano, mas a gente conhece os talentos. Melhor deixar os atletas que se conhecem, tem uma base, do que começar tudo do zero”, argumentou.

Falando sobre o desempenho do time na Série B, Helmute lembra que o Luverdense flertou com a zona de rebaixamento durante a maior parte da competição. Ele citou ainda os quatro primeiros jogos na Arena Pantanal, onde a equipe empatou três vezes (resultados que ele acredita que poderiam ser outros, caso os jogos fossem disputados no Passo das Emas) e lesões sofridas por alguns atletas. Para o presidente outro fator que pesou na pontuação final foram os erros de arbitragem. Helmute citou, como exemplo, o jogo de estreia, em que o LEC vencia por 1 x 0 e sofreu gol impedido do Juventude. Outro erro que custou ao menos um ponto foi na partida contra o Internacional no Beira Rio, entre outras partidas. Realista, o presidente do LEC não poupou os próprios erros. “Foram erros bisonhos de atletas nossos, algumas coisas inaceitáveis”, reconheceu, citando que partidas chave, como no confronto em casa contra o Internacional, quando a equipe teve condições de fazer gols e praticamente liquidar a partida, mas os jogadores não foram eficientes na conclusão. “Eu enumerei vinte coisas inaceitáveis que aconteceram com nós, falhas grosseiras, erros de arbitragem, que culminaram com o nosso rebaixamento”, argumentou.

O presidente também reclamou da falsa sensação de que poderia matar o jogo a qualquer momento. Na maioria dos jogos, o Luverdense teve maior posse de bola, mas não conseguia transformar em gols as chances criadas. “Era uma briga interna que eu tinha. De nada adianta. Futebol tem que fazer ponto, ganhar”, pontuou.

Sobre o treinador Junior Rocha, Helmute lembrou a identificação com o clube e destacou a trajetória vencedora, primeiro como atleta e depois como técnico, tendo ficado a frente do LEC em momentos históricos, como o acesso à Série B em 2013, a vitória sobre o então campeão mundial Corinthians, pela Copa do Brasil, e o título da Copa Verde este ano. “rapaz que nos deu muitas glórias”, destacou, citando que o novo técnico, Odil Soares, terá todo apoio e estrutura possível para fazer uma boa trajetória em 2018.

“Tomara que a gente não demore muito a voltar. Já estou com saudade dos grandes jogos. Muitas vezes o torcedor nosso não reconheceu isso. Pensa que é fácil jogar a Série B. Fosse fácil, Mato Grosso não ficava 25 anos sem clube na Série B. Não é fácil. Vida que segue”, concluiu.

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