Esportes

Marin e Del Nero receberam US$ 6,5 milhões em propina cada, acusam americanos

Julgamento do ''Caso Fifa'' se encaminha para o fim, e promotores destrincham valores recebidos em suborno pelos réus. Ex-presidente da CBF apresentará defesa nesta quinta

Caso Fifa | 13 de Dezembro de 2017 as 23h 08min
MT Agora - Globo Esporte

Atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar nos EUA, teriam recebido US$ 6,5 milhões em propina cada (Foto: Marcelo Baltar)

Em sua última oportunidade para convencer os integrantes do júri popular de que os réus do “Caso Fifa” são culpados, promotores americanos detalharam nesta terça-feira as quantias milionárias que cada um deles recebeu em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi acusado de ter embolsado US$ 6,5 milhões (R$ 21,5 milhões na cotação atual). O mesmo valor foi atribuído ao atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que está no Brasil e por isso não foi julgado nos EUA.

O paraguaio Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol e da Federação de seu país, foi acusado de receber US$ 10,5 milhões (R$ 34,75 milhões) das empresas Torneos e Full Play. Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana, foi acusado de levar US$ 4,4 milhões (R$ 14,5 milhões). Os norte-americanos aproveitaram e mostraram novamente as principais evidências do caso como, por exemplo, recibos de transferências, emails e transcrições de conversas que indicariam como dinheiro foi parar na conta dos acusados.

Os advogados de Napout e Burga também apresentaram seus últimos argumentos aos jurados. Eles tentaram atacar a credibilidade dos delatores, que apontaram os pagamentos ilegais feitos aos dirigentes.

A defesa de Marin faz, nesta quinta-feira, sua apresentação final. Após isso, os jurados ficam livres para deliberar até chegarem a um veredito. Os advogados do ex-presidente da CBF argumentam que o atual mandatário da entidade é quem tomava as decisões durante seu mandato, entre 2012 e 2015. Na sessão do último dia 13 de novembro, Charles Stillman, o advogado americano que lidera a defesa de Marin, chegou a dizer que seu cliente era “uma criança que só completa o time, sem, no entanto, jogar de verdade”.

Na última segunda-feira, a juíza Pamela K. Chen afirmou Marco Polo Del Nero "talvez tenha mais amigos na cúpula da Fifa" do que José Maria Marin. A exemplo de seu antecessor, o atual presidente da CBF nega todas as acusações e afirma ser inocente.

Na sessão desta quarta-feira, a promotoria também apresentou e reforçou as sete acusações contra José Maria Marin. O ex-dirigente é acusado de receber propina para beneficiar empresas de marketing esportivo em três contratos: venda de direitos da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e da Copa América. São duas acusações (fraude e lavagem de dinheiro) relativas a cada contrato, portanto seis. E mais uma por "racketeering conspiracy", que numa tradução livre significaria "conspiração para extorquir" – ou, numa maneira simplificada, fazer parte de uma organização criminosa.

O ex-presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, é acusado dos mesmos crimes, com exceção das fraudes relacionadas aos contratos da Copa do Brasil. O ex-presidente da Federação Peruana, Manuel Burga, é acusado apenas de “conspiração para extorquir”.

Os jurados terão que tomar, portanto, 13 decisões nos próximos dias. A eles caberá dizer se os réus são culpados ou inocentes. A juíza do caso, Pamela K. Chen, é quem decide o tamanho da pena a ser aplicada em caso de condenação. Seja qual for a decisão do Tribunal Federal do Brooklyn, caberá recurso a uma corte de apelação.

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