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Após depoimento de ex-aluno, novo inquérito investiga tenente dos bombeiros acusada de morte de jovem após prática

zadora Ledur instruía atividade que resultou na morte de Rodrigo Claro em novembro de 2016. Outro aluno também denunciou os excessos da tenente durante as aulas.

Após Depoimento De Ex-Aluno | 01 de Dezembro de 2017 as 21h 32min
MT Agora - G1 MT

Izadora Ledur era instrutora de curso dos bombeiros em Cuiabá (Foto: Câmara Municipal de Barra do Garças/Reprodução)

Um novo inquérito policial investiga a suposta prática de tortura pela tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, durante as aulas práticas dos cursos de formação do órgão. A tenente já responde na Justiça pelo crime de tortura após morte do também aluno Rodrigo Claro, de 21 anos, que passou mal após uma aula prática. O G1 não conseguiu localizar a defesa de Ledur.

A nova investigação teve início durante as oitivas do inquérito policial que investigava a morte de Rodrigo Claro. À época, o ex-aluno foi ouvido e relatou os supostos abusos cometidos pela tenente. Por causa dos excessos, ele desistiu do curso.

Após a conclusão deste inquérito, o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) entendeu que o ex-aluno também era vítima da tenente e que os relatos deveriam ser apurados. O novo inquérito ainda não foi concluído, segundo o MP.

Desde a morte de Rodrigo até agora, Ledur apresentou sete atestados e está de licença médica há um ano. A tenente ainda tentou por duas vezes ser promovida para capitã, o que foi negado pela corporação.

Rodrigo Claro

Rodrigo morreu depois de passar mal durante um treinamento aquático dos bombeiros em novembro de 2016, atividade coordenada pela tenente Izadora Ledur, que era a instrutora do curso.

Ledur responde criminalmente pela morte do aluno e ficou monitorada por tornozeleira eletrônica por três meses. Porém, no mês de outubro, conseguiu na justiça o direito de retirar a tornozeleira eletrônica que a monitorava.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Ledur usou de meios abusivos de natureza física, como caldos e afogamentos, e de natureza mental mental ameaçando desligar o Rodrigo do curso.

A primeira audiência do caso foi marcada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Sétima Vara Criminal, para o dia 26 de janeiro de 2018, em Cuiabá.

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