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Contra mosquito, UFMT avalia fim de copo descartável e ações de combate

Instituição deve criar comitê para combater focos do mosquito em Cuiabá. Pesquisa achou mais de 13 mil ovos de 2 espécies de mosquito no campus.

Combate Ao Mosquito Aedes aegypti | 29 de Janeiro de 2016 as 23h 49min
MT Agora - G1 MT

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estuda medidas para tentar evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti no campus da instituição, em Cuiabá. Dados de um projeto de pesquisa mostram que foram encontrados, somente na área do campus Cuiabá no ano de 2015, mais de 13 mil ovos de duas espécies de mosquito: Aedes aegypt e o Aedes albopictus. Mais de 20 mil pessoas circulam no campus todos os dias.

A situação foi discutida durante uma reunião na manhã desta sexta-feira (29) entre professores e a reitora da UFMT, professora Maria Lúcia Cavalli Neder.

A UFMT também pretende promover palestras, fazer distribuição de textos explicativos (tanto para os universitários quanto para professores) e orientar os demais servidores do local.

O grupo discutiu até a possibilidade de suspender o uso do copo descartável no Restaurante Universitário (RU) e em cantinas, além de tentar conscientizar as pessoas que deixam vasilhas com água para gatos que vivem na universidade. Os copos descartáveis seriam substituídos por canecas que seriam disponibilizadas como utensílio do restaurante.

Os funcionários responsáveis pela limpeza do campus, que são de uma empresa terceirizada, também poderão passar por uma capacitação sobre o assunto.

“Temos uma equipe permanente que coordena esse estudo [sobre o mosquito] durante todo o ano, não é só agora nesse momento de mobilização, mas acho que nós devemos aproveitar que existe uma preocupação social com essa questão para pensarmos em ações efetivas na universidade no combate ao mosquito. Podemos atuar em projetos de extensão, palestras, seminários, também envolvendo a sociedade civil”, estimou a reitora.

Projeto

O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Rosina Djunko Miyazaki, instalou no campus da UFMT aproximadamente 10 armadilhas chamadas 'ovitrampas', que simulam um ambiente perfeito para a procriação do mosquito.

São vasos de planta onde os pesquisadores colocam água e uma palheta de madeira com infusão à base de feno para atrair o mosquito fêmea. “Retiramos essa palheta e montamos uma câmara úmida. Depois de três dias fazemos a contagem e os ovos são eclodidos. Colocamos em um ambiente e temperatura adequado: a biologia segue o ciclo de vida, passando pelas fases larvais até o mosquito adulto”, explicou Djunko.

As armadilhas foram colocadas perto do zoológico, nos blocos de engenharia, ginásio de esporte, centro cultural, Instituto de Linguagem. Grande parte dos ovos estava em locais próximos ao RU da universidade. A água das 'ovitrampas' é trocada diariamente.

“O que encontramos são muitos copos descartáveis, tampas de refrigerante e outros. Acho que deveríamos dar maior atenção nesses ambientes. Também encontramos [focos do mosquito] nos ralos e calhas, além de lugares inesperados”, lembrou a coordenadora.

Os professores e a reitoria devem se reunir novamente para definir as medidas que serão adotadas no campus da UFMT na capital mato-grossense.

Dengue

Os casos de dengue em Mato Grosso passaram de 29 mil registros em 2015. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o aumento foi de 150,6% em um ano se comparado ao mesmo período de 2014, quando Mato Grosso registrou 11.729 casos.

Segundo a SES, oito municípios estão no 'ranking' de casos de dengue, sendo responsáveis por 53,4% do aumento da doença no estado: Sinop (3.892 casos), Cuiabá (3.189 casos), Várzea Grande (2.192 casos), Primavera do Leste (1.256 casos), Sorriso (1.245 casos), Campo Novo do Parecis (1.181 casos) e Lucas do Rio Verde (701 casos).

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