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MT acolheu 3.556 haitianos e venezuelanos nos últimos 8 anos, diz relatório

De 2010 a 2018, Mato Grosso recebeu mais de 3,5 mil haitianos. Somente em 2018, 119 venezuelanos foram acolhidos no estado.

Imigração | 10 de Agosto de 2018 as 16h 31min
Fonte: G1 MT

Haitianos que chegaram em MT em busca de trabalho (Foto: TRT-MT)

Desde 2010, Mato Grosso vivenciou duas grandes migrações estrangeiras. Neste período, recebeu 3.556 haitianos e 119 venezuelanos. Somente neste ano, 385 conseguiram vaga no mercado de trabalho com carteira assinada, por meio do auxílio da Pastoral do Migrante e da Superintendência Regional de Trabalho de Mato Grosso (SRTb/MT).

Um levantamento feito pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) aponta ainda que, em 2016, 1.063 estrangeiros foram empregados formalmente em Mato Grosso, em 2017 foram 1.185 imigrantes colocados no mercado com carteira assinada e, no primeiro semestre deste ano, 385.

Porém, segundo a SRTb/MT a estimativa é de que o número de imigrantes haitianos e venezuelanos no estado seja maior, pois muitos chegam sem o intermédio da pastoral e do plano de imigração do governo.

Processo migratório

Tanto os haitianos quanto os venezuelanos procuraram refúgio em Mato Grosso em busca de trabalho para suprir as necessidades básicas.

Os haitianos começaram o processo de imigração em 2010, após um terremoto de grandes proporção que atingiu várias famílias. Muitas vieram para o Brasil após perder casa, família e emprego.

Muitos dos que chegaram a Mato Grosso conseguiram emprego na construção civil, por meio das obras da Copa do Mundo de 2014.

Já os venezuelanos chegaram ao estado fugindo da fome e da crise política e econômica que atingiu o país vizinho. Além falta de emprego, alimentos, remédios e até itens de higiene pessoal.

De acordo com a auditora fiscal do Trabalho Marilete Mulinari, independente do trabalho que um estrangeiro vá exercer, é preciso que o faça de forma legalizada, com carteira de trabalho.

Ainda segundo ela, seja qual for a nacionalidade, todo trabalhador tem os mesmos direitos trabalhistas que os brasileiros e devem ser tratados sem nenhuma discriminação, o que inclui receber o mesmo salário que o colega brasileiro que exerce a mesma atividade.

Além disso, os imigrantes precisam cumprir as obrigações previstas pelas leis brasileira, que consistem em ter um passaporte válido no país de origem e vistos de entrada e de trabalho.

Conforme a coordenadora da Pastoral do Migrante, Eliana Aparecida Vitalino, haitianos e venezuelanos têm características diferentes, mas ambos enfrentam problemas na hora de conseguir emprego.

“Os haitianos, em geral, têm mais dificuldades na comunicação e preferem trabalhos em empresas e na construção civil. Já os venezuelanos, em regra, são mais comunicativos, têm mais facilidade com o idioma, e sabem trabalhar no campo, fazendas ou como caseiros”, afirmou.

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