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Número de mortes cai 29% na BR-163 nos últimos três anos

Rota do Oeste registrou queda de 8% nos acidentes e 6% de feridos em 2016.

Dados | 06 de Janeiro de 2017 as 00h 56min
MT Agora - Assessoria

O total anual de mortes no trecho concedido da BR-163 apresentou queda de 29% nos últimos três anos em Mato Grosso, período em que a rodovia passou a ser concedida à iniciativa privada. Em 2016, a Concessionária registrou 103 óbitos. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apontam que 146 pessoas morreram na rodovia em 2013, último ano sem a atuação da Rota do Oeste. No mesmo período, foram contabilizados ainda 2.520 acidentes, 10% a menos que no último ano, quando ocorreram 2.773 casos.

O gerente de operações da Rota do Oeste, Fernando Milléo, explica que a queda gradativa dos casos mais graves de acidentes é a soma de um trabalho de melhoria do pavimento, da sinalização, dos serviços de atendimento médico e mecânico, além das ações de conscientização. “A tendência é que estes números continuem a cair conforme o trabalho da Concessionária avance”, diz.

A explicação para um aumento no número total de acidentes, segundo Milléo, é o fato de que antes da atuação da Rota do Oeste, nem todos os acidentes menos graves eram registrados, o que acontece agora.

Além da BR-163, que se sobrepõe a BR-364, a Rota do Oeste também tem a concessão dos 28 quilômetros da rodovia dos Imigrantes (BR-070). Em todo o segmento sob a responsabilidade da concessionária foram registradas 111 mortes em 2016. Em 2013, a rodovia dos Imigrantes não era federalizada e não há registros oficiais de óbitos no segmento.

Quando comparados os dados de 2016 e 2015, a Rota do Oeste identifica uma redução de 8% no número de acidentes, que caiu de 3.262 casos em 2015 para 2.999 no último ano. Com relação às vítimas, a queda é de 6%, diminuindo de 1.858 para 1.747, entre os períodos. O número de mortes se manteve estável.

Conforme a PRF, as principais causas de acidentes são o excesso de velocidade, as ultrapassagens irregulares e o consumo de bebida alcóolica. A ausência do cinto de segurança continua sendo uma realidade, que reflete em morte ou agravamento do quadro de saúde da vítima.

Milléo avalia a redução de acidentes e feridos como positiva. Destaca ainda que o envolvimento e a sensibilização do motorista são fundamentais para que as rodovias sejam locais com mais segurança. “Vários fatores resultam em um tráfego mais seguro tanto nas rodovias, como dentro das cidades. A conduta do motorista é fundamental para evitar acidentes”.

A fiscalização realizada pela PRF nas rodovias também reflete na redução dos acidentes. O gerente de operações lembra que anualmente a Rota do Oeste repassa R$ 1,3 milhão à Polícia, que investe na aquisição de equipamentos como etilômetros, radares, viaturas, entre outros materiais que auxiliam no trabalho das equipes. “É uma parceria muito importante para a segurança na rodovia e quem ganha é o usuário, que passa a ter mais tranquilidade para viajar”.

Outras atividades realizadas pela Rota do Oeste que impactam na redução do número de acidentes são os fechamentos de acessos irregulares, sinalização (manutenção e implantação), limpeza da pista e faixa de domínio, atendimento aos usuários.

“Muitas atividades são realizadas diariamente na rodovia. Um objeto retirado da pista, por exemplo, pode evitar acidentes. A limpeza garante a melhor visibilidade do usuário, o fechamento do acesso impede a entrada repentina na rodovia. O resgate imediato evita que o estado de saúde da vítima se agrave e assim vamos criando um ambiente favorável a todos”, detalha Milléo.

As atividades de educação no trânsito também fazem parte dos serviços prestados pela Rota do Oeste aos usuários. A concessionária realiza e apoia campanhas como Rota Segura, Parada Legal, Safra Segura, Agente Mirim.

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