Estado

Policias do MT retomam mobilização em Mato Grosso por salários

Exército nas ruas, cidadãos tensos e mortes. Até aqui, 93 mortes. A greve da Polícia Militar na Bahia assombra o Brasil.

Redação | 08 de Fevereiro de 2012 as 10h 38min
Com informações do 24 Horas News

 

Exército nas ruas, cidadãos tensos e mortes. Até aqui, 93 mortes. A greve da Polícia Militar na Bahia assombra o Brasil. E causa efeito. Em Mato Grosso, policiais civis e militares – que haviam recuado de um movimento iniciado no começo do ano – já retomaram o processo de mobilização. A situação foi confirmada nesta terça-feira, 7, pelo deputado federal  Juliano Rabelo (PSB-MT), um cabo da Polícia Militar, que está exercendo o mandato em substituição ao deputado Valtenir Pereira.

 “Em Mato Grosso, policiais vão fazer mobilização por melhores salários, devido desvalorização da categoria e falta de efetivo” – disse  o militar-parlamentar, ao comentar o assunto na Câmara dos Deputados. Ele informou que no próximo dia 9, policiais de São Paulo e Rio têm reunião e podem decretar greve. O deputado diz que pessoas da categoria policial do Brasil inteiro têm ligado para ele e informado mobilização. 

A situação é de grave tensão. A paralisação na Bahia, segundo as autoridades, provocou um ressurgimento de assassinatos e assaltos, tendo-se registado um aumento da criminalidade de mais de 150 por cento, em relação a semanas anteriores. Em cinco dias, houve 93 assassinatos naquele estado, principalmente na capital, Salvador, e nas áreas vizinhas, de acordo com um relatório divulgado este domingo. Esse quadro se desenha em Mato Grosso.

Aliás, quadro que  pode ser até pior, já que, por no Estado, a segurança pública é ainda mais questionada diante da violência assustadora – baseada em ataques a caixas eletrônicos, assaltos a bancos, roubo de veículos, entre outros, movidos, em grande parte, pelo tráfico de drogas.

No dia 22 de janeiro, 24 Horas News publicou, com exclusividade, os movimentos dos militares. Com base numa carta deixada pelo soldado-PM Alex Oliveira, morto aos 31 anos de idade por um bandido, levou ao acesso a um documento sigiloso que vinha sendo preparado pela classe – juntamente com os policiais civis. “Os baixos salários pagos aos policiais, civis e militares podem ganhar contornos de uma futura paralisação, tanto por melhores salários, como pela contratação e mais homens. Em silêncio, já existe uma grande movimentação em Cuiabá, Várzea Grande e em algumas cidades do interior” – informou na ocasião.

Um graduado da PM fez questão de destacar, que  as três principais exigências - por enquanto a palavra é negociação -, que os militares iriam  lutar. São eles:  um salário digno; o aumento do efetivo e uma substancial melhora nas condições de trabalho. Os policiais em Mato Grosso se queixam da falta de armas pesadas e fardamento adequado. Querem ainda coletes a prova de balas modernos, viaturas adequadas: velozes, resistentes e equipadas, alimentação balanceada e, principalmente uma boa retaguarda: orientação de especialistas em combates a bandidos, perigosos ou não.

O documento que 24 Horas News teve acesso trazia à tona situações preocupantes. Números que ajudam a explicar a violência que permeia o Estado. Como o baixo número de efetivos, calculado em 7 mil homens. “Mais de quatro mil estão fora de suas atividades fins. Só restam três mil” – diz o documento. Como a PM trabalha em regime de 24 horas de plantão por 72 horas de folga, só restam 1.000 homens para trabalhar por dia em todo o Estado.

Hoje Mato Grosso precisaria, segundo o documento,  ter, no mínimo 20 mil policiais militares e oito mil civis. O efetivo de hoje ainda é o planejado para a segurança pública da década de 80.

O documento é longo. Fala sobre o fortalecimento da instituição policial militar. Diz que, apesar das deficiências  e carências, principalmente de pessoal, a força e a luta contra o crime organizado continuam em alta. Tanto é verdade, que as penitenciárias e as cadeias públicas estão sempre superlotadas de bandidos.

De acordo com o cabo-parlamentar, a categoria da segurança de todo o Brasil pressiona por aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que define piso nacional de policiais militares, civis e bombeiros. Eles cobram promessa da campanha da presidente Dilma Rousseff. Senadores da subcomissão de Segurança Pública se negaram nesta terça-feira a enviar comissão de parlamentares na Bahia para negociar salário e apaziguar ânimos no Estado.

Na Câmara, o deputado federal delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, o envio de grupo de parlamentares à Bahia para negociar greve e alternativas para a situação de verdadeira guerra civil que se instalou no Estado há uma semana.

 

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