Estado

Professor da UFMT concorre a prêmio do 'Nobel da Educação'

Pesquisador é o primeiro brasileiro a concorrer ao prêmio internacional. Ele lembra a importância dos investimentos em educação e ciência.

Educação | 23 de Janeiro de 2016 as 19h 10min
MT Agora - G1 MT

O professor Márcio Andrade Batista, primeiro brasileiro a ser nomeado ao prêmio internacional Global Teacher Prize, conta que se ganhar o prêmio de 1 milhão de dólares deverá usar o dinheiro para construir uma escola de soldadores em Barra do Garças, município a 516 km de Cuiabá. O nome do vencedor da competição será divulgado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes.

Márcio é professor de engenharia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Barra do Garças, e também trabalha com alunos do ensino médio no interior do estado. Ele disputará com acadêmicos de 29 países diferentes no prêmio que é considerado o Nobel da Educação.

O pesquisador desenvolveu duas pesquisas diferentes a partir de uma castanha chamada de 'baru', que é facilmente encontrada no estado. Uma delas resultou em uma farinha que tem como aplicação enriquecer a alimentação de atletas de alto desempenho.

O universitário Felipe Cavalcanti Silva Marsaro acredita que professores assim fazem toda a diferença no aprendizado. “Algumas pessoas motivam os mais novos para que quando ele chegar nesse meio acadêmico, eles já estejam cientes que nós temos que fazer a diferença”, argumenta.

O trabalho do pesquisador, que integra a comunidade mato-grossense, foi também elogiado pelo reitor em atividade da UFMT, João Carlos de Souza Maia. “Ele está fazendo um trabalho que é o que nós estamos lutando para que a universidade brasileira possa fazer junto com a sociedade”, explica.

Entre os projetos do acadêmico estão algumas aulas práticas onde ele ensina alunos do ensino médio a fabricar pão enriquecido com castanha do Pará. O alimento previne contra doenças do coração e ainda ajuda os jovens a se interessar pelo mundo da ciência.

O professor revela não lembrar a razão pela qual começou o trabalho com a castanha, que acabou lhe rendendo a indicação ao prêmio internacional. “Não tenho uma explicação do porquê fiz. Fiz porque achava importante e fiquei muito satisfeito. Não é uma coisa de agora, faço desde 2011 e estou muito feliz fazendo esse tipo de trabalho”, conta.

Márcio defende a relação entre os pesquisadores e a comunidade jovem porque acredita na capacidade transformadora do conhecimento. “São eles [jovens] que vão ser os futuros governantes, futuros cientistas, pesquisadores. Então, não consigo enxergar outra forma de causar transformação se a gente não investir pesado em educação”, defende.

COMENTARIOS

Guia MT

Busca telefônica em Lucas do Rio Verde - MT

TEMPO AGORA

Hoje, Sábado

Lucas do Rio Verde, MT

º

COTAÇÃO