Judiciário

Acusado de chamar fotógrafa de MT de 'crioula maldita' deve manter distância mínima de 500 metros, diz decisão

Mirian Rosa registrou boletim de ocorrência nesta quarta-feira (2) após receber áudios racistas na terça-feira (1º). A decisão atende a um pedido formulado pelo MPE.

Racismo | 04 de Maio de 2018 as 10h 18min
MT Agora - G1

A Justiça de Mato Grosso concedeu medida protetiva para a fotógrafa Miran Rosa, de 32 anos, vítima de ataque racista e chamada, entre outros xingamentos, de 'crioula maldita'. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Com a decisão, o acusado de ser o autor do ataque deverá manter distância mínima de 500 metros da vítima e da família dela.

O homem também fica proibido de manter contato com a vítima por meio telefônico, e-mail, mensagens de texto ou qualquer outro meio direto ou indireto.

Mirian registrou boletim de ocorrência na quarta-feira (2), após receber os áudios na terça-feira (1º).

Ao G1, a fotógrafa afirmou que conheceu o autor das mensagens por meio de um grupo de amigos dela, mas não teve nenhum contato com ele depois dessa reunião.

“Ele saiu com uma amiga em comum e sentamos juntos em um bar. Vi que ele ficou incomodado com a minha presença, mas no dia não passou disso”, contou.

As mensagens racistas chegaram até Mirian depois que ela ignorou um áudio da antiga amiga. No áudio, a mulher criticava o cabelo da fotógrafa.

Em seguida, outros áudios do homem foram encaminhados. Neles, ele chama a fotógrafa de escrava e pergunta qual o preço dela no mercado.

“Quero saber se você tem dono ou não. Fui no mercado de escravo no Porto e não vi nenhuma escrava no seu valor. Quero comprar uma escrava, mucama, cozinheira, faxineira ou algo assim para minha casa. Quero ver a crioulada trabalhar para mim”, continuou.

Os ataques e ofensas continuram em outras mensagens recebidas.

“Pode dar tiro em crioulo, tacar fogo ele não sente nada. A única coisa que crioulo sente é ele no tronco e o chicote nas costas”.

Num dos últimos áudios, o homem ironicamente convida Mirian para um churrasco. “É o seguinte: vou queimar uma carne lá em casa. Preciso de você, como a matéria: o carvão e o saco de lixo para recolher o que restar”, diz.

O Instituto Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune) repudiou em carta aberta o ataque racista sofrido pela fotógrafa.

"Este senhor violentou não somente uma mulher negra, mas à coletividade destas mulheres que, como Miriam, são trabalhadoras e ganham a vida, compondo, hoje no Brasil, a maioria entre as chefes de família", diz trecho do documento.

Ainda na decisão, a Justiça determinou a realização de um estudo psicossocial na casa da vítima e do agressor. Segundo o MPE, o acusado ainda não havia sido intimado da decisão.

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