Judiciário

Condenado a 87 anos, ex-bicheiro deixará a prisão em MT após cumprir 1/6 da pena

João Arcanjo Ribeiro deve deixar a prisão após audiência marcada para as 14h desta segunda-feira (26). Ele continuará sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

João Arcanjo | 26 de Fevereiro de 2018 as 14h 11min
MT Agora - Ianara Garcia | TV Centro América

João Arcanjo Ribeiro deve ser solto nesta segunda-feira (26) (Foto: Arquivo TVCA)

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro deve deixar a prisão após audiência marcada para as 14h (15h no horário de Brasília) desta segunda-feira (26), em Cuiabá. Ele irá para casa, mas continuará sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Outras medidas restritivas também podem ser impostas.

Arcanjo já cumpriu 1/6 da pena de mais de 87 anos imposta a ele pela Justiça. Ele está preso em regime fechado há quase 15 anos. Em 2013, ele foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri, na Comarca de Cuiabá, por ser o mandante da morte do empresário Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, dono do jornal Folha do Estado.

"O exame criminológico atestou que ele não representa nenhum tipo de risco à sociedade. Dentro desse tempo preso sempre teve comportamento considerado excelente dentro das unidades prisionais", disse o advogado dele, Paulo Fabrinny.

O ex-bicheiro está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliarpelo juiz da 6ª Vara Criminal de Cuiabá Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, no último dia 19.

Na decisão, o magistrado disse que o ex-bicheiro preenche os requisitos objetivo e subjetivo previstos no Artigo 112 da Lei de Execução Penal (LEP), que trata da progressão de regime. Com isso, ele vai cumprir o restante da pena em liberdade.

O juiz ainda determinou que mensalmente ele apresente atestado de frequência no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).

Como Arcanjo responde a vários processos, o magistrado diz, na decisão, que caso ele tenha uma nova condenação, será fixado novo regime de cumprimento de pena e ele retornará ao regime fechado, se necessário.

João Arcanjo Ribeiro foi preso em 2003 em Montevidéu, no Uruguai, depois que foi deflagrada em Mato Grosso a operação Arca de Noé, para desarticular o crime organizado no estado.

Ele foi extraditado para o Brasil em 2006 e, desde setembro do ano passado, está preso em Cuiabá.

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