Judiciário

Feirante é condenado a 17 anos de prisão por matar garota de programa após tentar estuprá-la em MT

Vanderlete Ferreira dos Santos foi morta em maio de 2007 em uma região de mata no município de Rondonópolis. José Aparecido Batista da Costa, de 50 anos, foi julgado na terça-feira (2).

Condenação | 04 de Outubro de 2018 as 21h 36min
Fonte: André Souza | G1 MT

O réu foi julgado no Tribunal do Júri, no Fórum de Rondonópolis — Foto: TJMT/Divulgação

O feirante José Aparecido Batista da Costa, de 50 anos, foi condenado a 17 anos de prisão por matar uma garota de programa em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, após tentar estuprá-la. O crime foi registrado em maio de 2007. O réu foi julgado pelo Tribunal do Júri na terça-feira (2). A decisão é do juiz Wagner Plaza Machado, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.

O G1 tentou, mas não conseguiu localizar a defesa de José Aparecido.

De acordo com o processo, o crime aconteceu em uma região de mata chamada de Macaíba.

A vítima, Vanderlete Ferreira dos Santos, foi abordada pelo réu em um ponto da cidade. Eles acordaram o programa e foram para um bar.

Antes de contratar a vítima, entretanto, José Aparecido abordou outra garota de programa que negou seguir com o acusado ao saber que o programa seria realizado “no meio do mato”.

Depois de deixar o bar, José e a vítima foram em direção à rodovia. Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o réu parou o carro em um lugar sem movimentação e “passou a investir contra a vítima com a finalidade de estuprá-la, pois não pretendia pagar pelos serviços sexuais contratados”.

Diante da negativa da vítima, José usou de força física para retirá-la do veículo e a levou para dentro da mata. Na ocasião, ele tentou violentar a vítima mais uma vez, sem sucesso.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o acusado decidiu matar a vítima para que ela não contasse à polícia o ocorrido, uma vez que ele havia estuprado uma garota de programa que o denunciou.

José teve a prisão preventiva decretada durante a investigação do crime. À época, segundo a polícia, ele estava com as malas prontas para fugir. Desde então, ele está preso em Cuiabá.

A pena do réu, segundo o despacho, foi majorada por alguns. Entre eles, pelo "fato de ter sido morta uma mãe, que sozinha lutava para sustentar seus filhos, sendo obrigada à prostituição por não possuir qualificações, somando-se à dor desmedida aos familiares em decorrência da morte bruta, gerando dor e trauma desmedido aos familiares e amigos, em especial a filha menor, posto que o crime ocorreu justamente em seu aniversário".

Ainda cabe recurso da decisão.

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