Judiciário

MP ''não hesitará'' em agir para coibir divulgação de vídeos com conteúdo falso, diz Raquel Dodge

Ela destacou que todos têm direito à liberdade de expressão, mas é preciso divulgar informações verdadeiras. Vídeos com conteúdo falso foram disseminados neste domingo.

Eleições 2018 | 07 de Outubro de 2018 as 19h 12min
Fonte: G1

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge — Foto: José Cruz/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou neste domingo (7) que o Ministério Público "não hesitará" em agir para coibir a disseminação de vídeos com conteúdo falso nas redes sociais.

Neste domingo, dia de primeiro turno da eleição, houve a disseminação de vídeos com conteúdo falso.

Um desses vídeos, por exemplo, mostrava uma pessoa apertando o número "1" na urna eletrônica e, automaticamente, aparecia o número 13 e rosto de Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência cujo número é o 13. Sefundo a Justiça Eleitoral, esse vídeo é uma montagem e é #Fake.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu que o vídeo foi editado e que não há possibilidade desse tipo de problema acontecer.

"Muitos vídeos falsos estão circulando no dia de hoje [domingo, 7], na expectativa de corromper a vontade do eleitor, de alterar esta vontade, levando o eleitor a crer que algo errado está acontecendo", afirmou Raquel Dodge.

Para a procuradora geral, a população brasileira está "cada vez mais alerta" para o fato de que circula conteúdo falso nas redes sociais.

Por isso, acrescentou, todos têm direito à liberdade de expressão, mas o cidadão precisa contribuir para a divulgação de informações verdadeiras.

"É claro que todos temos liberdade de expressão, mas temos que contribuir para a disseminação de informações verdadeiras, e não informações que coíbam, dissimulem ou alterem a compreensão e o desejo de voto de cada eleitor", afirmou Dodge.

Até o momento não há fraude confirmada nas urnas. O eleitor que teve algum problema deve registrar uma ocorrência na polícia ou comunicar ao TSE por meio do aplicativo Pardal, que recebe denúncias. As suspeitas serão investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Se uma fraude for confirmada, o TSE adota medidas, entre as quais anular todos os votos da seção.

"Esses casos todos, quando chegam ao conhecimento da Justiça Eleitoral, estão sendo apurados. À medida que essas denúncias vão chegando, vão sendo apurados. Geralmente quem faz apuração são os órgãos competentes, para saber se é um vídeo verdadeiro ou é falso. Não tem como fazer pronunciamento prévio sem apuração correspondente", declarou neste domingo o coordenador do Centro de Divulgação das Eleições do TSE, Luiz Rabelo.

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