Judiciário

''Não posso pautar a minha vida num álibi falso de perseguição política'', diz Moro

Juiz federal, que aceitou integrar o governo de Bolsonaro, negou que o convite seja 'uma espécie de recompensa' pela prisão de Lula.

Em Entrevista Coletiva | 07 de Novembro de 2018 as 00h 40min
Fonte: G1

O juiz federal Sérgio Moro, convidado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, disse em entrevista coletiva nesta terça-feira (6) que não houve perseguição política em seu trabalho na operação Lava Jato, apontando que foram investigados políticos de diversos partidos. “Eu não posso pautar a minha vida com base numa fantasia, num álibi falso de perseguição política”, declarou.

  • Moro negou que o convite para integrar o governo Bolsonaro tenha relação com a condenação do ex-presidente Lula.
  • “Sei que alguns eventualmente interpretaram a minha ida como uma espécie de recompensa, algo absolutamente equivocado porque a minha decisão foi tomada em 2017 sem qualquer perspectiva que o então deputado federal fosse eleito presidente da República”, afirmou.
  • Sobre a decisão que determinou a prisão do ex-presidente, Moro afirmou que Lula “foi condenado e preso porque ele cometeu um crime, e não por causa das eleições”. “Essa decisão condenatória já foi confirmada pela corte de apelação – ou seja, por um painel de outros três juízes. E foi o próprio tribunal que ordenou o início da execução e a prisão do ex-presidente. Eu apenas cumpri a decisão. Diga-se que essa ordem de prisão foi previamente autorizada e o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal de um habeas corpus preventivo. Então, o que houve aqui é uma pessoa que, lamentavelmente, cometeu um crime, esse crime foi investigado, provado, e ela respondeu na Justiça por esse comportamento criminoso.”

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