Judiciário

Palocci diz em delação que Lula sabia que seria alvo de fase da Lava Jato

Ex-ministro também afirmou que foi procurado pelo ex-presidente para assumir o pagamento das reformas do sítio em Atibaia (SP). Termo de depoimento faz parte de investigação sobre vazamento da 24ª fase.

Delação Premiada | 07 de Fevereiro de 2019 as 17h 09min
Fonte: G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é visto após prestar depoimento na sede da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Marcos Bizzotto/Raw Image/Estadão Conteúdo

O ex-ministro Antonio Palocci disse em delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia antecipadamente da 24ª fase da Operação Lava Jato, na qual foi conduzido coercitivamente (quando a pessoa é levada à força para depor).

O termo de depoimento da delação do ex-ministro faz parte de uma investigação sobre o vazamento dessa fase da operação.

Conforme o depoimento, Paulo Okamoto e Clara Ant, presidente e assessora do Instituto Lula, ficaram sabendo que ocorreria uma operação contra o ex-presidente, mas sem saber se seria cumprida prisão ou condução coercitiva.

Segundo Palocci, Okamoto informou que teria "feito uma limpa" na casa dele em Atiabaia (SP), assim como Clara.

O ex-ministro afirmou também que eles lamentaram o fato de que Lula não tenha feito o mesmo e que por isso foram encontrados documentos comprometedores na casa do ex-presidente e no sítio em Atibaia.

Reformas no sítio

No depoimento, Palocci disse que em 2016 o ex-presidente o chamou para um encontro no Instituto Lula e perguntou se ele poderia assumir o pagamento das reformas feitas no sítio em Atiabaia.

O ex-ministrou relatou que negou por achar que a polícia descobriria e pelo fato de que não existiram grandes saques em espécie para justificar o pagamento das reformas.

Na quarta-feira (6), Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na ação que investigou as reformas na propriedade.

O que dizem os citados

A defesa de Antonio Palocci disse que ele continuará colaborando de modo amplo e irrestrito com a Justiça.

O G1 entrou em contato com as defesas dos citados e aguarda retorno.

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