Judiciário

Toffoli arquiva investigação sobre tucano Bruno Araújo

PGR pediu mais prazo para analisar sistemas que administravam propina da Odebrecht, mas ministro entendeu que era remota a possibilidade de encontrar novas provas.

STF | 02 de Julho de 2018 as 22h 43min
MT Agora - G1

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito sobre o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) aberto em abril do ano passado com base na delação de executivos da Odebrecht, dentro da Operação Lava Jato.

O deputado era suspeito de receber doação de R$ 600 mil da construtora em 2010 e 2012 sem prestar contas à Justiça Eleitora, o que configura crime de caixa 2. Segundo o Ministério Público, executivos disseram que fizeram os repasses para manter “boa relação” com o parlamentar, que teria agido em defesa dos interesses da empresa no Congresso.

Em junho, a Procuradoria Geral da República pediu mais 60 dias de prazo para concluir as investigações, e apontou necessidade de análise mais aprofundada de sistemas internos da Odebrecht que administravam o pagamento de propina a políticos.

Na decisão, da última sexta (29), o ministro Dias Toffoli, que supervisiona a investigação no STF, considerou “remota” a possibilidade de se encontrar novas provas contra o deputado.

“O presente inquérito perdura por prazo significativo, com prorrogações sucessivas, sem que tenham aportado nos autos elementos informativos que se possa considerar elementos de corroboração às declarações dos colaboradores, ou provas outras”, escreveu o ministro.

“As investigações pouco ou nada avançam e, apesar de todos os esforços envidados nesse sentido, não se vislumbra justa causa a ampará-las”, assinalou Toffoli, em outro trecho.

Na semana passada, em decisões semelhantes, o ministro Gilmar Mendes arquivou inquéritos sobre os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Jorge Viana (PT-AC).

O que diz a defesa do deputado

Em nota, a defesa de Bruno Araújo disse que todos os depoimentos comprovaram que o deputado "não esteve envolvido em qualquer ato ilícito" e que nunca ofereceu qualquer contrapartida à empresa.

"Todos depoimentos confirmaram que Bruno Araújo não esteve envolvido em qualquer ato ilícito. Além de nunca ter oferecido qualquer contrapartida à empresa, como pode ser visto nos vídeos dos depoimentos. E durante todo o período da apuração, mais de um ano, não foi verificada qualquer irregularidade cometida". afirmou.

COMENTARIOS

Disk Bem

Busca telefônica em Lucas do Rio Verde - MT

TEMPO AGORA

Hoje, Segunda Feira

Lucas do Rio Verde, MT

Tempo nublado

27º

COTAÇÃO