Policia

Central da Segurança Pública atende 4500 chamadas de emergência por dia

A equipe de atendentes, composta por 12 funcionários de uma empresa terceirizada, recebe e dá encaminhamento a cerca de 4500 chamadas diárias.

CIOSP | 31 de Agosto de 2016 as 19h 35min
MT Agora - Sesp-MT

O atendimento ágil às chamadas de emergência é fator decisivo para o sucesso da atuação das forças de Segurança Pública. Em situações de crise, como um assalto com reféns ou um incêndio, poucos minutos podem fazer a diferença.

Na região metropolitana, o primeiro atendimento aos números de emergência da Polícia Militar (190), Polícia Judiciária Civil (197), Bombeiros (193) e Semob (188) é feito pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

A equipe de atendentes, composta por 12 funcionários de uma empresa terceirizada, recebe e dá encaminhamento a cerca de 4500 chamadas diárias.

“O trabalho que realizamos aqui é de intermediador. Somos a ponte entre a população e as forças ligadas à segurança”, definiu o coordenador do Ciosp, coronel BM Marcos Hübner.

Criado por decreto em novembro de 2002, o centro de recebimento de ocorrência inaugurou oficialmente suas atividades em agosto de 2004. No período, realizou 15 milhões de atendimentos.

A central é subordinada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e tem articulação direta com os serviços da PM, PJC, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros, além da Semob de Cuiabá e a Guarda Municipal de Várzea Grande.

ATENDIMENTO

Os servidores que atuam na central de chamadas passam por triagem e capacitação antes de assumirem as atividades.

“A empresa faz a indicação dos perfis e uma equipe de profissionais da Segurança realiza a capacitação para que o atendimento siga o padrão. Além disso, todas as atividades executadas por eles são monitoradas 24 horas por profissionais efetivos da Segurança Pública”, disse o coronel.

O coordenador diz que o cuidado na seleção dos atendentes também tem relação com o sigilo das informações que são recebidas.

“Entendemos que o serviço realizado aqui envolve muitas informações importantes que, se divulgadas, causariam transtornos. Além da capacitação, realizamos uma busca junto a equipe de inteligência da Sesp para confirmação dos dados pessoais e informações que garantam a idoneidade dos candidatos”, explicou Hübner.

Os atendentes precisam ser capazes de identificar sinais de chamadas falsas, os chamados trotes. Até o primeiro semestre deste ano foram recebidas 800 mil chamadas pelo canal de emergência, dessas, 55% foram identificadas como chamadas falsas.

“Das 450 ligações que recebemos por dia, 247 são trotes. Os atendentes fazem a primeira triagem, por meio de uma sequência de perguntas, para identificar ligações falsas”, disse o coronel.

Após a primeira triagem no atendimento, a demanda segue para conferência junto aos “Chefes de Operação” (efetivos das unidades integradas que trabalham em plantões de 12horas).  Eles são os responsáveis pela confirmação da ocorrência e por avaliar e demandar o socorro necessário ao local.

“A principal função do chefe de operações é confirmar o chamado e apurar informações que auxiliem no planejamento de atendimento à solicitação. É o profissional que irá apontar qual o atendimento necessário no local e quanto de efetivo deverá ser deslocado”, esclareceu o coordenador.

Passada as duas etapas, entram em cena os “Despachadores”, responsáveis por monitorar a ocorrência até a finalização do atendimento. Eles são os responsáveis por detalhar qual o trabalho executado no local e os encaminhamentos que foram adotados para cada situação.

MONITORAMENTO

Além da estrutura de atendimento telefônico ao cidadão, o Ciosp possui 105 câmeras de videomonitoramento que auxiliam nos trabalhos de identificação, repressão, prevenção e combate à criminalidade.

Os equipamentos estão instalados nas áreas identificadas como “zonas quentes” de criminalidade, na região metropolitana.  As imagens são acompanhadas em tempo real.

“A escolha das áreas para instalação das câmeras foi feita a partir de uma avaliação estratégica que analisou o fluxo de pessoas e incidências de crimes em determinadas regiões. Após a avaliação dos riscos, foram direcionados os pontos para instalação dos equipamentos” esclareceu.

Na avaliação do coordenador, o serviço de vídeo monitoramento auxilia nos trabalhos realizados diariamente pelos profissionais de Segurança Pública e tem ação preventiva.

“Com o vídeo monitoramento, podemos atuar não somente com repressão, mas também com prevenção. Caso identificada alguma movimentação suspeita através das imagens, solicitamos apoio para que alguma viatura faça a averiguação in loco e isso evita muitas vezes um crime”, Hübner.

CENTRAL DE COMANDO E CONTROLE

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) foi criado em 2014. A unidade foi instituída inicialmente com o objetivo de monitorar o evento da Copa do Mundo FIFA.

O CICC é especializado no atendimento de grandes eventos e o monitoramento por meio dele é acionado apenas em casos considerados de grande porte.

INTERIOR

Nos municípios do interior, à exceção de Cáceres e Rondonópolis (que também possuem centrais unificadas de atendimentos), as ligações de emergência são direcionados às unidades de segurança da Polícia Militar (190), Polícia Judiciária Civil (191) e Corpo de Bombeiros Militar (193).

Caso seja verificada a necessidade de atuação integrada ou de uma ocorrência de grandes proporções, a comunicação é feita internamente entre as unidades para que seja realizado o deslocamento das equipes necessárias.

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