Policia

Lugar mais protegido de Mato Grosso passa por teste de segurança

O espaço é utilizado para armazenar informações da própria secretaria, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Prevenção | 11 de Abril de 2018 as 14h 36min
MT Agora - Sesp-MT

A sala-cofre da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) passou por teste para atestar o grau de segurança. A simulação, que é realizada uma vez ao ano, mostrou que o local está em perfeito funcionamento e protegido, principalmente contra incêndios. A sala-cofre também é resistente a gás, inundações e disparos de armas de fogo e possui certificação da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT).  

O espaço é utilizado para armazenar informações da própria secretaria, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Na sala-cofre são armazenados, por exemplo, cerca de 300 mil boletins de ocorrência ao ano, imagens capturadas pelas 102 câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública e dados dos quase quatro milhões de carteiras de identidade feitas em Mato Grosso.  

Para não haver a interrupção do armazenamento ou perda de dados, a sala-cofre possui sistemas redundantes de energia composto por dois transformadores, dois grupos moto-geradores e dois nobreaks capazes de manter o centro em funcionamento por vários dias em caso de falta de energia.

O teste, chamado de ensaio não destrutível, foi realizado pela empresa Green4T. Na simulação é feita a pressurização e a despressurização do local. “Com o teste é possível obter o índice de micro vazamento, garantindo assim que a sala está dentro dos parâmetros de estanqueidade”, detalhou o representante da Green4T, Rômulo Pimenta.

A simulação é necessária para a continuidade da certificação da sala-cofre. “É um documento para certificar que esta sala atende os parâmetros de funcionamento em temperatura e umidade, garantindo o funcionamento do data center continuamente, sem oscilações”, completou Pimenta.

O superintendente de Tecnologia da Informação da Sesp, Walmir Oribe, ressalta que o teste é importante. “A averiguação da sala cofre mostra que o Estado está tomando todas as providências necessárias para manter as informações preservadas e seguras”.

Em Mato Grosso são apenas duas salas-cofre. A da Sesp foi criada em 2014, como exigência para a realização da Copa do Mundo, e conta com 36 metros quadrados e possui capacidade para arquivar 240 terabytes de dados. A sala-cofre da Sesp tem um sistema de ar-condicionado com três máquinas de alta precisão e capacidade que operam em rede, garantindo o controle de temperatura e umidade do interior. Walmir diz ainda que “a Sesp conta atualmente com a melhor instalação possível para preservação de informação e processamento”.

A entrada de pessoas na sala-cofre é feita por meio de identificação biométrica e o interior possui câmeras que monitoram as atividades dos técnicos. O espaço ainda possui detectores de pré-incêndio e fumaça, sendo equipada com sistema de combate a incêndio que evita perda dos componentes eletrônicos. “O sistema detecta micropartículas, não precisa nem ser fumaça. Qualquer coisa que possa provocar um incêndio o sensor dá o alarme, se houver aquecimento do cabo e vier a ter fumaça é acionado um segundo estágio, que dispara um gás”, explicou gerente de Operações da Sesp, Alison Lima. 

Além da invasão física, a sala-cofre também atua contra possíveis ataques virtuais por meio dos firewalls que estão na Empresa Mato-grossense da Tecnologia da Informação (MTI) e na própria Secretaria de Estado de Segurança Pública.

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