Política

Câmara reprova projeto de RGA e servidores luverdenses não terão reposição salarial

A possibilidade de uma greve, segundo Mano, é prejudicial a toda a sociedade.

RGA Reprovado | 05 de Junho de 2018 as 09h 52min
MT Agora - Expresso MT

Com apenas dois votos favoráveis, dos vereadores Airton Callai e Jaime Borges, a Câmara de Vereadores reprovou o projeto que estabeleceu em 3,3% o índice de Reajuste Geral Anual dos servidores públicos municipais de Lucas do Rio Verde. Com isso, o funcionalismo fica sem o índice de reposição. A reprovação aconteceu com participação de poucos servidores municipais que acompanharam a sessão e discordavam do índice apresentado pelo município.

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Lucas do Rio Verde (Sinserpm), Karime Souto, disse que vai aguardar orientação jurídica do sindicato para analisar os próximos passos em relação ao assunto. Para a presidente, a ausência dos servidores em maior número na sessão que votou o projeto demonstrou que a categoria estava satisfeita com o índice. Karime entende que era melhor a reposição de 3,3% que nenhum reajuste. “Não posso definir nada sem ‘chamar’ uma assembleia e pra tomar essa decisão (de deflagrar greve) são necessários mais de 400 servidores”, justificou a presidente ao ser questionada se a categoria estaria paralisando os trabalhos para cobrar um melhor índice de reposição.

Em relação ao Sintep, sindicato que representa os direitos dos servidores da educação municipal, a categoria tem assembleia marcada para esta terça-feira (05) e pode optar por paralisar suas atividades a partir da próxima semana. A presidente Tania Jorra lembrou que os profissionais já estavam descontentes com o índice de 3,3%. “A nossa luta é pelos 6,81%, a gente não abre mão. Só não haverá greve se a categoria decidir não parar, se decidir a partir de semana que vem a educação estará em greve”, anunciou.

O vereador Airton Callai foi o principal defensor da aprovação da RGA e alegou que tomou essa decisão mesmo sabendo que 3,3% não era o esperado pelos servidores, mas era o que contemplava o orçamento de Lucas do Rio Verde. O vereador assinalou que é necessário pensar na situação como um todo, tendo em vista as dificuldades que o município deverá enfrentar para fazer investimentos. “Defendo que o município não ultrapasse os 50% da sua capacidade de arrecadação para manutenção e folha de pagamento, porque quando fizer isso aí vai diminuir cada vez mais a nossa capacidade de investimento, teremos um município virado em manutenção”, argumentou, citando que isso vai influenciar de forma negativa no pagamento do próprio funcionalismo dentro de pouco tempo.

Dentre os seis vereadores que manifestaram voto contrário, o que iniciou a série de debates foi Dirceu Cosma. Ele lembra que já atuou no Executivo e após averiguar os números apresentados pelo município viu possibilidade de melhorar os índices com alguns sacrifícios da administração municipal. “Eu sempre me pronunciei contra os 3,3% porque eu queria mais”, opinou Cosma, acreditando que o índice poderia ser melhorado, assinalando que o índice defendido pela administração municipal irá pouca diferença nos salários mais baixos pagos pela prefeitura. Também foram contrários Cristiani Dias, Marcos Paulista, Marcia Pelicioli, Wagner Godoy e Fernando Pael.

Conforme o presidente da Câmara, Jiloir Pelicioli, o Mano da Saúde, caberá ao Executivo Municipal apresentar ou não novo projeto estabelecendo índice de reposição. Ele citou como exemplo o projeto que cedeu área do município para construção do novo Fórum. Mano lembrou que a matéria foi rejeitada e reapresentada dias depois. “Ele tem prerrogativa e legitimidade para tomar essa decisão”, citou, acreditando que é necessário rever esse índice e estabelecer um novo valor dentro da proposta de reduzir em até 15% a folha salarial da prefeitura municipal. Mano acredita ser possível reapresentar o projeto com um novo índice melhorado com a economia que pode ser gerada com o corte de comissionados.

A possibilidade de uma greve, segundo Mano, é prejudicial a toda a sociedade. “Não é bom para nós luverdenses, mas temos que respeitar porque vivemos num processo democrático e de direito”, pontuou, dizendo que toda ação depende da decisão que o Executivo irá tomar. “Nós alertamos no ano passado (inchaço da folha), mas infelizmente não fomos ouvidos e agora tem que pagar o preço”.

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