Política

CPI da Saúde: Vereadores de Lucas realizam primeira oitiva com ex-presidente do conselho de Saúde

A comissão investiga possíveis irregularidades na contratação de Oscip que presta serviços ao município na área de saúde.

CPI Da Saúde | 23 de Novembro de 2017 as 17h 30min
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Foi realizado na manhã de hoje (23) na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde a primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o termo de parceria entre a Prefeitura Municipal e a Oscip – Associação de Gestão e Programas, que gerencia a contratação de profissionais na área da Saúde.

A denúncia que foi protocolada pelo ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Victor Stefanello, aponta que um orçamento apresentado pela Fundação Luverdense de Saúde para a realização do mesmo serviço, seria mais barata e daria uma diferença de cerca de R$ 40 mil do total por mês.

Na oitiva, Stefanello concedeu esclarecimentos aos membros da CPI, vereadores Jaime Floriano (presidente), Cristiane Dias (relatora) e Dirceu Cosma (membro), sobre reuniões que participou e sobre o surgimento desse orçamento. Um pouco atrapalhados, com perguntas repetidas e até em alguns momentos tendenciosos, a oitiva durou pouco mais de 30 minutos.

No final Stefanello afirmou à imprensa que acredita que a oitiva foi bem esclarecedora e espera que os vereadores tomem os cuidados na investigação pois trata-se de dinheiro público.

“Eu defendo a investigação, pois o preço da Fundação é sim mais barato do que foi contratado com a Oscip e se eles (vereadores) fizerem uma boa condução dos trabalhos aqui eles vão identificar isso sim” disse ele.

Dirceu Cosma, reconheceu que a primeira oitiva foi falha e que as próximas precisam melhorar, entretanto avaliou como positivo trabalho e que novos envolvidos devam ser ouvidos.

“Levamos de uma forma de julgamento, e na verdade era o dia de ouvir o Victor e não julgar, acredito que nesse ponto foi um pouco falho, mas deu para pegar vários pontos onde realmente a denúncia tem fundamento. A partir de agora precisamos ouvir os outros envolvidos, a Fundação, administração, pois o orçamento apresentado tem que ser considerado pois é mais barato e o dinheiro é público” declarou o membro da CPI.

O presidente da CPI, declarou que tentou conduzir os trabalhos em cima da denúncia de irregularidade do contrato e explicou os impedimentos do hospital em participar da licitação.

“O hospital como fundação, não pode participar de licitações e a partir do momento que o chegaram em uma acordo, a prefeitura tomou as rédeas da forma que precisava e fez a licitação convocando as Oscips. A partir daí o hospital (fundação) estava fora da concorrência” explicou o vereador Jaime Floriano.

A próxima etapa conforme disse Jaime, ainda será de análise das declarações do ex-presidente do conselho, para que assim possa dar sequência ou não nas oitivas.

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