Política

Delator de esquema pode ir para cadeia, diz chefe do MPE

O esquema teria desviado aproximadamente R$ 27,7 milhões dos cofres públicos.

Operação Bereré | 05 de Março de 2018 as 23h 51min
MT Agora - Karine Miranda - Folha Max

O procurador-geral de Justiça Mauro Curvo afirmou que é possível que a delação premiada feita pelo ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran), Teodoro Moreira Lopes, conhecido como Doia, seja anulada em razão de possíveis omissões dos fatos narrados. Com isso, o delator pode parar na cadeia.

A delação foi utilizada como base para a Operação Bereré, executada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia Fazendária (Defaz), no último dia 19, para apurar a existência de uma suposta organização criminosa que atuava junto ao Detran, para desvios de recursos.

“Se ficar comprovado, que omitiu os fatos ou se ficar comprovado que ele quis proteger alguém não narrando tudo aquilo que ele sabe, e ficar comprovado que ele atuou na colaboração com reserva mental, que seria a expressão, qualquer pessoa poderia vir a pedir o beneficio”, disse o procurador.

A possibilidade de omissão veio à tona na última semana, quando um empresário, que foi alvo da operação, teria entregue documentos que comprovariam que o ex-presidente não delatou alguns fatos criminosos que também teriam ocorrido no Detran.

Na delação, Doia narrou a existência de um esquema envolvendo a empresa EIG Mercados, contratada para fazer serviços de registro, cadastro, informatização e certificação de documentos de veículos. Entre os envolvidos estão os deputados Mauro Savi e Eduardo Botelho, o ex-deputado federal Pedro Henry, além de servidores, particulares e a própria empresa.

O esquema teria desviado aproximadamente R$ 27,7 milhões dos cofres públicos. O procurador afirmou ainda que não tem conhecimento se, de fato, a delação seja parcial. Contudo, garantiu que, independentemente de haver omissão, as informações repassadas continuam válidas. Apenas o benefício é rescindido.

“Não conheço o caso dele, pois está em sigilo a delação, mas qualquer colaborador está passível de ter a colaboração rescindida”, assegurou.

Além da delação de Doia, as delações do ex-governador Silval Barbosa e do irmão dele, Antônio Barbosa, contribuíram para desbaratar todo o esquema.

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