Grampos

Ex-governador de MT fala pela primeira vez sobre esquema de grampos ilegais e se diz inocente

Ex-governador Pedro Taques diz que quer ser ouvido no caso, com imparcialidade.

15 de Maio de 2019 as 09h 59min

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) falou pela primeira vez após deixar o governo sobre o esquema de interceptações telefônicas ilegais registrado em Mato Grosso. Um relatório feito pela Polícia Federal não deixa claro se Taques participou ou não do esquema.

Na entrevista, Taques diz que quer ser ouvido no caso, com imparcialidade.

“Os meus advogados vão protocolar um documento para que eu possa ser ouvido. Eu quero ser ouvido a respeito disso, mas com imparcialidade, com aqueles que desejam chegar no resultado da verdade”, disse ele.

Ele garante que o fato de ter sido citado no esquema se deve ao ônus do cargo que ocupava.

“Eu não atribuo [minha inclusão] a armação política. É o ônus do cargo. Não tenho medo do cargo ou das instituições. Eu vou exerceu meu direito de defesa”, afirmou.

Taques faz questão de salientar que é acusado e sequer pode ter acesso à acusação.

“Ninguém pode ter mais interesse que o caso seja resolvido ou desvendado do que eu. Primeiro que quando eu tomei conhecimento pedi para documentar isso e imediatamente eu mandei para o Gaeco, para que investigasse. Esse foi o primeiro ponto. O sGaeco arquivou e esse é o segundo ponto. O segundo documento tinha sido protocolado e não chegou a mim. E eu sou acusado, ao que consta, sem ver a acusação, a de ter fraudado o protocolo, sendo que eu determinei a investigação sobre esta fraude no protocolo”, disse.

O ex-governador disse que não quer acusar ninguém, mas que “este documento que em tese teria sido protocolado no segundo momento foi encaminhado a Brasília, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Polícia Federal (PF), investigou. O relatório da PF diz que, com base desses documentos não tem nenhuma participação minha, a única participação é que eu sou próximo de outros que estão sendo investigados”,

Sobre a escolha de três novos delegados para conduzir o caso, Taqwues comemora. São eles: Rafael Mendes Scatalon, que atua como delegado regional em Pontes e Lacerda; Jannira Laranjeira Siqueira, atual delegada da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, e Luciana Batista Canaverde, delegada regional de Água Boa.

“Eu desejo ser investigado, e que bom que delegados isentos possam investigar o caso”.

Ele salienta que os relatórios não chegaram em que fraudou o protocolo.

“A Controladoria geral do estado (CGE) fez algumas recomendações para que administrativamente algumas coisas fossem mudadas, mesmo no protocolo, e essas recomendações foram aceitas, mas quem ativamente fraudou o protocolo, essa conclusão eu não tenho. Acho que nem o relatório chega a essa conclusão”.

Grampos
Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs.

No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada "barriga de aluguel".

O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, à época secretário de Segurança Pública. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, ele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB).

Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário. Depois, Taques acusou Zaque de fraudar um protocolo da denúncia no governo.

Recentemente, Orlando Perri determinou investigação contra Taques por denunciação caluniosa contra Mauro Zaque.


Fonte: Ricardo Melo | G1

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