Política

PF vasculha casa e escritório de ex-deputado que responde a mais de 100 ações na Justiça em Cuiabá

José Riva disse que mandados têm relação com a Operação Ararath, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, por meio de 'bancos clandestinos'.

Investigação | 13 de Dezembro de 2017 as 19h 30min
MT Agora - G1

José Riva é réu em mais de 100 ações em MT (Foto: Maurício Barbant/ALMT)

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no escritório do ex-deputado José Geraldo Riva nesta quarta-feira (13), em Cuiabá. O ex-deputado, que responde a mais de 100 na Justiça pelos crimes de corrupção e improbidade administrativa, afirmou que foram apreendidos documentos da casa dele. A PF disse que a operação corre em sigilo e, por isso, não pode dar detalhes.

Segundo José Riva, os mandados foram cumpridos depois de um novo depoimento do empresário Avilmar Araújo, que, em 2013, foi preso em Minas Gerais com cheques da Assembleia Legislativa de Mato Grosso(ALMT).

Ele disse que a operação é relacionada à Operação Ararath, que desde 2013 já teve mais de 10 fases. "É uma situação nova em função de um depoente, mas não tenho condições de avançar muito porque essa investigação está em sigilo. Mas ainda não tenho domínio desse depoimento. É difícil falar, porque os advogados acham que é temerário, mas estou tranquilo", afirmou.

Riva alegou que está tentando contribuir com a Justiça.

A operação Ararath investiga crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, por meio de 'bancos clandestinos'. Nas várias fases da operação, foram presos políticos, entre eles o próprio Riva, e empresários do estado.

O delator do esquema, empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, afirmou que a fraude na ALMT ocorria por meio de licitações com direcionamento para que determinadas empresas que também faziam parte da quadrilha vencessem e, depois, as mercadorias compradas não eram entregues.

No acerto, as empresas sacavam o dinheiro, ficavam com 20% do valor, sendo que não tinham prestado qualquer serviço ou fornecido produtos, e 'devolviam' 80% do montante ao então presidente da Assembleia Legislativa, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal.

As empresas forneciam as notas fiscais como se tivessem fornecido o serviço e o setor de almoxarifado atestava ter recebido as mercadorias.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Júnior Mendonça, a polícia encontrou uma nota promissória emitida em favor do então deputado, como espécie de garantia para o recebimento do empréstimo concedido a ele. Diante disso, o delator foi questionado sobre supostas quantias emprestadas a Riva.

No depoimento, ele informou que, na maioria das vezes, os empréstimos eram quitados por meio de pagamentos com dinheiro em espécie pelo então secretário-geral da AL-MT dentro da própria Casa de Leis.

COMENTARIOS

Disk Bem

Busca telefônica em Lucas do Rio Verde - MT

TEMPO AGORA

Hoje, Sábado

Lucas do Rio Verde, MT

Tempo nublado

23º

COTAÇÃO