Política

Polícia indicia ex-vereador de Diadema por agressão a empresário em frente ao Instituto Lula

Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho, e o filho dele foram indiciados após confusão quando mandado de prisão de Lula foi expedido. Vítima passou por cirurgia e estado de saúde é estável.

Confusão Em SP | 09 de Abril de 2018 as 20h 45min
MT Agora - G1

Homem fica ferido após se chocar com caminhão em frente ao Instituto Lula (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)

A Polícia Civil de São Paulo indiciou pelo crime de lesão corporal o ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho, e o filho dele, Leandro, por agressão ao empresário Carlos Alberto Bettoni durante confusão em frente ao Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, na última quinta-feira (5).

A confusão ocorreu momentos após o ex-presidente petista deixar o local para seguir para o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no dia em que foi expedido o mandado de prisão de Lula. Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, discutiu com apoiadores do petista e acabou agredido.

Bettoni caiu e bateu a cabeça no para-choque de um caminhão que passava na rua. Ele ficou caído, imóvel, até que recobrou a consciência e foi levado para o hospital que fica perto do instituto.

Exames indicaram traumatismo craniano. O empresário passou por cirurgia e foi levado a um quarto. Parentes ouvidos pela TV Globo disseram que ele está bem e consciente. Ele teve pequenos coágulos, que o corpo deverá absorver naturalmente. Segundo o Hospital São Camilo, do Ipiranga, informou neste domingo (8), o estado de saúde do paciente é estável, mas ainda sem previsão de alta.

A polícia ainda não definiu qual a natureza da agressão sofrida pela vítima. Isso vai depender de um exame de corpo de delito, que será feito nesta terça-feira (10) por um perito do Instituto Médico Legal no hospital em que o empresário está internado.

Manoel Eduardo Marinho foi vereador de Diadema pelo PT cinco vezes e concorreu, sem sucesso, à Prefeitura da cidade na última eleição, em 2016.

Ao ser questionado por jornalistas nesta segunda-feira sobre o que ocorreu, Maninho disse que “foi um sentimento natural” e que a “Justiça vai averiguar”.

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