Primo de governador, ex-secretário é preso suspeito de mandar grampear políticos e jornalista

Paulo Taques foi secretário chefe da Casa Civil na gestão de Pedro Taques (PSDB). Ele foi preso nesta sexta-feira (4).

04/08/2017 - 13:59:46

   

Ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, foi preso nesta sexta-feira (4) (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

O ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que é primo do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) foi preso preventivamente nesta sexta-feira (4) suspeito de envolvimento esquema de grampos clandestinos operados pela Polícia Militar no estado. Ele foi levado para a sede da Polinter, em Cuiabá, onde deve prestar depoimento. O esquema foi denunciado em uma reportagem do Fantástico em maio deste ano.

A prisão foi determinada pelo desembargado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, relator no órgão sobre a investigação dos grampos clandestinos. A decisão foi assinada na quinta-feira (3) e cumprida hoje.

Na decisão, o desembargador afirma que, mesmo em liberdade, o ex-secretário "vem buscando, de todas as formas, interferir diretamente na apuração dos fatos, mediante a utilização dos meios de comunicação, sobretudo pelo forte prestígio que ainda possui perante a imprensa de uma forma geral, ou, quiçá, de espaços decorrentes de suas relações com o governo".

Paulo Taques foi levado para a sede da Polinter, em Cuiabá, onde deve prestar depoimento (Foto: Lislaine dos Anjos/G1)Segundo a denúncia, mais de 100 pessoas tiveram as conversas grampeadas, entre elas políticos de oposição ao atual governo de Mato Grosso, advogados, médicos e jornalistas.

Os telefones foram incluídos indevidamente em uma investigação sobre tráfico de drogas que teria o suposto envolvimento de policiais militares. O resultado dessa investigação, porém, não foi informado pelo governo até hoje.

Paulo Taques, que é advogado, deixou o comando da Casa Civil em maio deste ano. À época, ele alegou que voltaria a se dedicar à advocacia e que reassumiria o papel de advogado pessoal de Pedro Taques, primo dele.

Além de Paulo Taques, estão presos por envolvimento no esquema o coronel Zaqueu Barbosa, os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, e o cabo o cabo Gerson Correa Junior. Eles estão foram presos entre maio e junho deste ano.

"Os mesmos argumentos aduzidos por ocasião da prisão preventiva de vários policiais militares também se aplicam ao caso em apreço, máxime porque há fortíssimos indícios da ligação entre Paulo Taques com o grupo criminoso formado para implantação de diversas escutas telefônicas ilegais", diz trecho da decisão.

Investigações
O promotor de Justiça Mauro Zaque, que comandou a Secretaria de Segurança Pública em 2015, denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República, afirmando que alertou o governador Pedro Taques (PSBD) sobre a existência de um "escritório clandestino de espionagem" por meio de dois ofícios. O primeiro chegou a ser enviado para o MPE, mas a investigação foi arquivada por falta de provas.

O segundo, que o governador alega nunca ter recebido, foi protocolado na Casa Civil, mas cancelado no mesmo dia e substituído por outro, conforme apontou auditoria da Controladoria Geral do Estado. Antes do relatório da CGE vir à tona, Taques chegou a entrar com representação contra Zaque em instituições como o Conselho Nacional do Ministério Público e a PGR, acusando-o de falsificação de documento público.

Dias antes do escândalo ser revelado em reportagem do Fantástico, em maio, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do governador, deixou o cargo. O próprio Paulo Taques, alegando estar sofrendo ameaças, pediu à Sesp para que fossem investigados um jornalista, uma ex-secretária e uma ex-amante dele.

Envolvimento do governador
Em depoimento encaminhado à PGR, o ex-secretário Mauro Zaque afirmou que em 2015, época em que ainda estava no governo, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques. Ele alega ainda que levou o assunto a Taques e que o governador ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.

Em entrevista ao Fantástico, o secretário de Comunicação, Kléber Lima, negou o envolvimento do governador no esquema.

Na decisão, o desembargador afirma que, mesmo em liberdade, o ex-secretário "vem buscando, de todas as formas, interferir diretamente na apuração dos fatos, mediante a utilização dos meios de comunicação, sobretudo pelo forte prestígio que ainda possui perante a imprensa de uma forma geral, ou, quiçá, de espaços decorrentes de suas relações com o governo".

Segundo a denúncia, mais de 100 pessoas tiveram as conversas grampeadas, entre elas políticos de oposição ao atual governo de Mato Grosso, advogados, médicos e jornalistas.

Os telefones foram incluídos indevidamente em uma investigação sobre tráfico de drogas que teria o suposto envolvimento de policiais militares. O resultado dessa investigação, porém, não foi informado pelo governo até hoje.

Paulo Taques, que é advogado, deixou o comando da Casa Civil em maio deste ano. À época, ele alegou que voltaria a se dedicar à advocacia e que reassumiria o papel de advogado pessoal de Pedro Taques, primo dele.

Além de Paulo Taques, estão presos por envolvimento no esquema o coronel Zaqueu Barbosa, os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, e o cabo o cabo Gerson Correa Junior. Eles estão foram presos entre maio e junho deste ano.

"Os mesmos argumentos aduzidos por ocasião da prisão preventiva de vários policiais militares também se aplicam ao caso em apreço, máxime porque há fortíssimos indícios da ligação entre Paulo Taques com o grupo criminoso formado para implantação de diversas escutas telefônicas ilegais", diz trecho da decisão.

Investigações
O promotor de Justiça Mauro Zaque, que comandou a Secretaria de Segurança Pública em 2015, denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República, afirmando que alertou o governador Pedro Taques (PSBD) sobre a existência de um "escritório clandestino de espionagem" por meio de dois ofícios. O primeiro chegou a ser enviado para o MPE, mas a investigação foi arquivada por falta de provas.

O segundo, que o governador alega nunca ter recebido, foi protocolado na Casa Civil, mas cancelado no mesmo dia e substituído por outro, conforme apontou auditoria da Controladoria Geral do Estado. Antes do relatório da CGE vir à tona, Taques chegou a entrar com representação contra Zaque em instituições como o Conselho Nacional do Ministério Público e a PGR, acusando-o de falsificação de documento público.

Dias antes do escândalo ser revelado em reportagem do Fantástico, em maio, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do governador, deixou o cargo. O próprio Paulo Taques, alegando estar sofrendo ameaças, pediu à Sesp para que fossem investigados um jornalista, uma ex-secretária e uma ex-amante dele.

Envolvimento do governador
Em depoimento encaminhado à PGR, o ex-secretário Mauro Zaque afirmou que em 2015, época em que ainda estava no governo, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques. Ele alega ainda que levou o assunto a Taques e que o governador ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.

Em entrevista ao Fantástico, o secretário de Comunicação, Kléber Lima, negou o envolvimento do governador no esquema.

MT Agora - G1

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