Política

Taques diz que requerimento para ouvir jornalista na CPMI é insconstitucional

Redação | 17 de Maio de 2012 as 13h 42min
MT Agora - Agência Brasil

O requerimento para resgatar informações prestadas pelo jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista Veja, em Brasília, à Comissão Parlamentar (CPI) dos Bingos, em 2006, causou discussão entre os parlamentares da CPMI do Cachoeira. O requerimento foi apresentado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), mas não foi aceito pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). No entanto, dividiu o plenário da CPMI e tomou a maior parte da reunião de hoje.

No pedido, Collor lembrou que o jornalista testemunhou a favor de Cachoeira na CPI do Bingos e pediu que a CPMI destacasse desse depoimento as partes que indicam a relação com Cachoeira. "É necessário que pincemos esses trechos para que fique comprovado um conluio entre Policarpo Júnior e Cachoeira."

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), no entanto, classificou o pedido de Collor de atentado à liberdade de imprensa e de caráter "persecutório". "A função do jornalista é investigar. O jornalista de investigação conversa sim com pessoas próximas aos crimes", defendeu Miro. Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que Collor estava fazendo um "acerto pessoal" com a imprensa. "Esse requerimento tem inconstitucionalidade chapada", destacou.

Já os deputados e senadores do PT apoiaram o pedido feito pelo Collor. De acordo o deputado Paulo Teixeira (MG), o pedido não tem a intenção "de investigar a imprensa" e sim de apurar uma possível conduta inadequada do jornalista. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também concordou com o resgate das informações e disse que os integrantes da comissão estavam considerando o jornalista "um intocável". "Parece que tem intocáveis aqui, mas não se enganem, tudo virá à tona", destacou.

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