Política

Terminal de integração causa polêmica na Câmara de Lucas

Nesta segunda feira (09/07) aconteceu a 22ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde do ano de 2018. Dentre os assuntos em pauta, dois são polêmicos.

Mobilidade Urbana | 10 de Julho de 2018 as 20h 04min
MT Agora - Cenário MT

Nesta segunda feira (09/07) aconteceu a 22ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde do ano de 2018. Dentre os assuntos em pauta, dois são polêmicos. O assunto que causou maior discussão foi a sugestão da instalação do Terminal de Integração do Transporte Público (para ônibus urbanos) no espaço da Avenida Mato Grosso, entre as Avenidas Rio Grande do Sul e Amazonas, no Centro de Lucas do Rio Verde. Porém, na gestão passada, quando o projeto arquitetônico foi feito e a licitação realizada, foi proposta a mudança de local, dessa vez para a Praça dos Migrantes. O terminal ainda não foi implantado por falta de consenso quanto ao local.

O vereador Airton Callai deixou bem claro em sua fala que o local não é o ideal para o Terminal, acrescentando que o mesmo é definido pelo município, e não por quem ganha a concessão.  Na sua opinião o terminal poderia ser instalado no estacionamento do Parque dos Buritis, entre a Rua Santa Fé e a Avenida Mato Grosso, visto que é um local de melhor acesso aos bancos e comércio em geral, mais seguro (pois fica quase em frente ao quartel da Polícia Militar), não seria necessário desalojar nem prejudicar nenhum comerciante e nem alteraria o trânsito. Callai ainda sugeriu o estudo mais detalhado e consequente atualização do Projeto de Mobilização Urbana, para que atenda às necessidades do município.

O vereador Dirceu Cosma também se manifestou contra o local da instalação. Segundo ele “na gestão passada não houve, e também hoje em dia não há quem tenha coragem suficiente para executar as mudanças necessárias no Projeto de Mobilização Urbana”.

Em seu pronunciamento, o vereador Jaime Floriano também se posicionou contra o local. A seu ver, a Praça dos Migrantes precisa ser revigorada, inclusive com a instalação de quiosques para venda de produtos feitos pelos artesãos de Lucas do Rio Verde, para que a praça volte a ser utilizada pelas famílias como espaço de lazer (da mesma forma que acontecia em outros tempos).

O outro projeto polêmico, que causou muita discussão, é o de número 67/2018 do poder executivo, que autoriza o chefe do executivo a firmar acordo de cooperação com o Departamento Estadual de Trânsito de MT (49ª CIRETRAN de Lucas do Rio Verde) e dá outras providências.

O vereador Airton Callai se manifestou contra o projeto. Segundo ele, “nós temos um órgão que só arrecada, não tem concorrência nenhuma e não consegue prestar um serviço decente para a população. Nem razoável. Porque você vai lá e tem 80, 90, 100 pessoas aguardando. Não é culpa dos funcionários, porque eles estão trabalhando no seu limite. Esse órgão que só arrecada não é capaz de, no mínimo, melhorar a sua estrutura física. E nós aqui defendemos que o prefeito enxugue a máquina e estamos querendo ceder funcionários para o Estado”, disse Callai. “Se nós reclamamos aqui que nesse governo e no governo passado o município quase sustenta eles (sic), sustenta na educação com 30% a mais dos alunos na rede pública municipal e não na estadual, nos arranca investimentos, essa cidade teve que construir um CDP e até hoje não recebeu nem do governo passado, tivemos que construir a parte das UTI’s, tivemos que construir para os menores, temos que ajudar o CONSEG para pagar a Polícia Militar, temos que ajudar a Polícia Militar na manutenção, e agora nós temos que dar mais quatro funcionários, dois estagiários e dois técnicos. Dois de nível superior (que o salário não é barato) e dois de nível médio, para desenvolver atividade administrativa para melhoria dos serviços prestados à população”.

Callai deixou claro que não tem nada contra o atendimento da CIRETRAN, e relatou que “enquanto nós fizermos o serviço do estado como estamos fazendo, com o nosso poder de investimento, com a nossa gente, com os servidores, com o médico, o professor, o atendimento odontológico, com o ônibus, com as escolas, os postos de saúde, o CRAS, a farmácia, nós tiramos da nossa gente. De quem precisa. E essa responsabilidade não é nossa”.

O vereador enfatizou que “ao mesmo tempo que eu peço ao prefeito para economizar, para sobrar dinheiro ao município – seja para manutenção ou para investimentos futuros, não posso fazer com que ele fique pagando servidor quando temos ‘de rodo’ em Cuiabá, sem fazer nada”. Quase todos os vereadores concordaram com Callai, exceto Cristiane, que pediu vistas do projeto.

A próxima sessão ordinária será a última do semestre e acontecerá na manhã de sexta-feira (13/07), a partir das 10 horas.

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