Habitação

Vereadores aprovam requerimento solicitando informações sobre repasse das casas da BRF

São 1.526 moradias que deveriam ter sido destinadas aos funcionários da empresa e R$ 18 milhões que deveriam ter sido restituídos ao município

12 de Março de 2019 as 15h 15min

Os vereadores aprovaram na noite desta segunda-feira (11), em sessão ordinária, o Requerimento n. 04/19, que solicita ao Poder Executivo, informações sobre o repasse das casas da BRF aos funcionários da empresa.

De autoria do vereador Jiloir Pelicioli (Mano - PDT), o requerimento tem como objetivo fiscalizar o cumprimento da Lei 2.612/16, que autoriza o Poder Executivo a receber a restituição dos lotes do município, vendidos a empresa.

Segundo o vereador Mano, a BRF se comprometeu em devolver ao poder público, R$ 12 mil por lote. Ao todo, são 1.526 lotes, totalizando mais de R$ 18 milhões.

"Nós temos o compromisso de fazer com que a lei seja cumprida. Nem as casas estão sendo repassadas aos trabalhadores, nem o recurso está sendo restituído ao município."

As casas estão localizadas no Bairro Luiz Téssele Junior e são destinadas, por meio de cobrança de aluguel, aos funcionários da empresa que vêm de outros estados do Brasil.

O vereador Airton Callai (PRB) ressaltou que o financiamento das casas aos funcionários da empresa é uma reivindicação antiga, vem desde a gestão do ex-prefeito Marino Franz.

Na gestão do ex-prefeito Otaviano Pivetta houve um pequeno avanço e hoje está parado. Recentemente, o prefeito Luiz Binotti esteve em São Paulo para se reunir com o presidente da BRF, Pedro Parente, mas não foi recebido.

"O que parece é que não existe interesse da BRF em resolver essa questão. Essa briga é graúda e nós precisamos dar suporte para o município cobrar uma solução da empresa", ressaltou Callai.

O vereador Mano sugeriu buscar o apoio dos representantes do município nas esferas estadual e federal e tentar marcar uma audiência com o presidente da empresa.

"Os trabalhadores precisam das casas e cabe a nós exercer o nosso papel. Se não conseguir resolver na conversa, nós temos a lei que está a nosso favor, vamos judicializar e resolver o problema", finalizou Mano.

Fonte: Marcello Paulino | Ascom

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