Tecnologia

Como o WhatsApp ganha dinheiro?

Recentemente o WhatsApp lançou a versão “Business”, que tem como foco ajudar empreendedores a melhorar a comunicação com clientes

Tecnologia | 22 de Agosto de 2018 as 13h 47min
Assessoria

Em uma busca rápida no Google, ao digitarmos as palavras “como o WhatsApp”, logo aparecem diversas opções para completar a frase, entre elas, nos primeiros resultados, a sequência “ganha dinheiro”. Uma das maiores dúvidas dos brasileiros, portanto, é: “como o WhatsApp gera capital?”.

O grande fator de curiosidade de quem pesquisa tem explicação, já que atualmente o mensageiro mais utilizado no país é disponibilizado de forma gratuita nas lojas de aplicativos Apple Store (iOS) e Google Play (Android). Faria sentido, se compararmos com outros aplicativos que utilizam modelo de negócio parecido ao WhatsApp, que o app de mensagem permitisse a veiculação de propagandas no software, mas não é o que acontece.

Inicialmente, logo que chegou ao Brasil, para utilizar o aplicativo era necessário que o usuário pagasse uma pequena taxa anual, mas depois de um tempo ele se tornou totalmente gratuito. Em 2014, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, havia dito que o app estava no caminho para “conectar 1 bilhão de pessoas”. De acordo com dados divulgados recentemente, o mensageiro atingiu a marca de 1,5 bilhão de usuários, com um total de 60 bilhões de mensagens enviadas diariamente.

Como, então, é possível receber mensagens de familiares nos grupos do aplicativo alertando sobre os mais diversos assuntos, desde os impactos do uso de agrotóxicos até como se condicionar a uma rotina mais saudável, já que não há mensalidade ou propagandas? A resposta é simples: o WhatsApp não gera receita, pelo contrário, ele dá prejuízo.

Desde que o Facebook adquiriu o aplicativo de mensagens, em 2014, diversos estudiosos do campo da tecnologia questionam o modelo de negócio da empresa e tentam mirar nas estratégias futuras para a companhia gerar receita. Em entrevista à BBC, o professor de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Leandro Guissoni, ressalta a barreira que o app encontrou para sua expansão quando cobrava tarifa — abolida em 2016. “Isso era um obstáculo para o aumento do número de usuários, porque era preciso pagar com cartão de crédito, e muita gente não tem”.

Quando Mark Zuckerberg adquiriu o mensageiro sabia dos déficits que teria como retorno; sua preocupação, no entanto, não era das maiores, já que o Facebook tinha capital suficiente para sustentar o modelo de negócio do aplicativo de mensagens.

Analistas projetam que o Facebook esteja estudando aos poucos maneiras efetivas de ganhar dinheiro com o WhatsApp, mas sem abrir mão da filosofia do aplicativo verde e desagradar bruscamente os usuários.

O mensageiro, no entanto, acaba servindo como contribuição para o Facebook, já que capta informações do comportamento do usuário e auxilia na personalização de propagandas que a rede social de Zuckerberg divulga. Essa função, no entanto, levantou debates sobre a privacidade dos usuários e as restrições tecnológicas que o programa de mensagens deveria ter no acesso a determinados dados. O governo britânico, inclusive, abriu investigações sobre uma eventual violação das leis de privacidade.

Recentemente o WhatsApp lançou a versão “Business”, que tem como foco ajudar empreendedores a melhorar a comunicação com clientes; a novidade, no entanto, é paga e uma maneira de gerar receita. As propagandas, porém, ainda não chegaram. “Sem anúncios! Sem jogos! Sem truques!”, foi o que escreveu Brian Acton, co-fundador do mensageiro, para dar o norte de como seria o plano de negócio de um dos aplicativos mais famosos da história. 

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